O Santuário de Fátima comemorou com uma solene Celebração Eucarística presidida por Dom António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, no dia 28 de março, o centenário do nascimento da Irmã Lúcia, falecida em 13 de fevereiro de 2005, no Carmelo de Coimbra.
Na homilia, o celebrante ressaltou alguns aspectos mais salientes da missão que Nossa Senhora lhe confiou, na segunda aparição, a 13 de junho de 1917: “Tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para Me fazer conhecer e amar”.
À Irmã Lúcia coube, de modo particular – afirmou Dom António –, receber e transmitir à Igreja e ao mundo uma mensagem impressionante do Altíssimo através de Maria, Mãe de Jesus: uma mensagem de advertência e, ao mesmo tempo, de promessa de reconciliação e de paz.
No momento em que as guerras mundiais mergulhavam o século XX no fogo e no sangue, em que povos da Europa se envolviam num processo de aniquilação e de morte jamais visto e imaginado, introduzindo assim o inferno na terra, eis que Deus, através da Mãe do seu Filho, dá sinais da sua misericórdia.
Convida os homens a não se resignarem à banalização do mal e desperta a esperança através de um amplo renascimento espiritual de fervor, oração e conversão profunda dos corações.
Desta Mensagem, a Irmã Lúcia foi receptora, transmissora e “memória viva” ao longo do século XX – como Nossa Senhora lhe dissera –, na verdade, na humildade e na discrição, ajudando ao seu aprofundamento.
Fazer memória dela hoje é, pois, um convite a reconhecer no tempo presente, carregado de incertezas, temores e atentados à vida humana, o poder imenso do amor de Deus para nos confiarmos à certeza da sua misericórdia que salva a humanidade.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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