Cerimônia de juramento dos novos guardas suíços
Pairando acima do mundo tecnicista moderno, segue a Igreja Católica o seu glorioso curso, desdobrando seu milenar cerimonial.
Foi o que se observou no dia 6 de maio, no Pátio de São Dâmaso: a realização de uma cerimônia admirada no mundo inteiro, o juramento de 31 novos recrutas da Guarda Suíça, prestado em presença de altos prelados da Cúria Romana, autoridades diversas e membros do Corpo Diplomático.
Juro servir com fidelidade, lealdade e honra ao Supremo Pontífice Bento XVI e a seus legítimos sucessores, e dedicar-me a eles com todas as minhas forças, sacrificando inclusive, se necessário, minha própria vida para defendê-los.
Assumo o mesmo compromisso com o Sacro Colégio Cardinalício no caso de que a Sé esteja vacante.
Prometo também respeito, fidelidade e obediência ao capitão comandante e a meus superiores. Juro! Que Deus e nossos Santos Patronos me ajudem!
Nesse mesmo dia, recebendo em audiência toda a Corporação, o Santo Padre realçou em breves palavras a eficiência e o valor simbólico dos serviços por ela prestados ao Pontífice e à Igreja:
Queridos Guardas Suíços, a colaboração que ofereceis ao Sucessor de Pedro, Pastor da Igreja universal, exige a alta profissionalidade dos modernos serviços de segurança, mas, ao mesmo tempo, reveste uma autêntica e significativa dimensão eclesial.
Na pessoa do Papa, vós servis a Igreja inteira; pondes ao seu serviço o vosso impulso juvenil, a vossa vitalidade e vigor interior.
Ao olhar para vós, queridos amigos, volta à minha mente o que disse durante a celebração litúrgica para o início do meu Pontificado: “A Igreja é viva. A Igreja é jovem. Ela tem em si o futuro do mundo e por isso mostra também a cada um de nós o caminho para o futuro”.
Disto vós, queridos Guardas, podeis e deveis ser exemplo e testemunho vivo. Será este o modo de viver a vocação de cristãos, comprometidos a refletir no comportamento de cada dia a grandeza da vida nova recebida no Batismo.
Fundada pelo Papa Júlio II em 1506, a Guarda Suíça Pontifícia tem como missão principal defender a pessoa do Romano Pontífice e o Palácio Apostólico.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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