Nas celebrações litúrgicas mais solenes é comum o uso do incenso que, depositado sobre as brasas do turíbulo, esparge seu agradável odor por todos os recantos do recinto sagrado.
Em seus primórdios a Igreja não se servia do incenso a fim de evitar a suspeita de idolatria, pois entre os pagãos era frequente oferecê-lo aos deuses. Nas catacumbas, porém, os cristãos passaram a utilizá-lo com o intuito de perfumar o ambiente, uma vez que o local não possuía suficiente ventilação. Por fim, no século IV aproximadamente, a Igreja o adotou nas grandes solenidades como forma de prestar mais uma homenagem ao Deus verdadeiro.
Atualmente o incenso não serve apenas para conferir maior esplendor às cerimônias, mas possui outros significados como, por exemplo, expressar o ato de adoração direta que prestamos ao Santíssimo Sacramento, ou de adoração indireta por meio dos objetos litúrgicos relacionados com o Redentor; manifestar nossa veneração aos Santos através de suas imagens; reverenciar os ministros sagrados e mesmo os fiéis, em razão da dignidade batismal. Além disso, por ser um sacramental, quando abençoado, ele serve de veículo para determinadas graças relacionadas com a Liturgia, protege contra a ação do demônio, simboliza a oração que sobe ao trono de Deus.
Ele é queimado nas Missas solenes, na bênção com o Santíssimo Sacramento, nas procissões e nos funerais, entre outros atos litúrgicos.
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