A Cruz de Cristo e as cruzes que por Ele carregamos são símbolos de nossa honra. Esta consiste em recebermos a humilhação com ufania, gabando-nos dela; mais: com espírito de desafio.
Em face daqueles que nos injuriam, proclamamos com brio e júbilo ainda maiores o supremo símbolo de nossa Religião. O que corresponde inteiramente à ideia de exaltação: manifestar a glória da Cruz, com uma altaneria que esmague os ultrajes que os adversários procuram fazer a Cristo.
Nossa Religião precisa ser defendida com espírito de luta e, portanto, se alguém injuria a Cruz em nossa presença, devemos redarguir com destemor e bravura.
Não como quem resguarda a própria honra, mas como quem responde pela honra infinitamente mais preciosa de Nosso Senhor Jesus Cristo e, em união com a d’Ele, a da Santíssima Virgem.
Tal é a lição que nos dá a Cruz: abraçar a dor, o sacrifício, o holocausto, num ato de fidelidade do homem à sua própria vocação.
Fidelidade esta que implica não só na luta de uma vida inteira para que a Religião Católica vença e a Cruz de Nosso Senhor seja elevada sobre todas as coisas, como também na vitória em nossos combates interiores.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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