Os pastores têm a tarefa de formar, governar e santificar o Povo de Deus, enquanto os fiéis leigos, juntamente com eles, tomam parte ativa na missão da Igreja, numa constante coordenação de esforços e no respeito pelas vocações e pelos carismas específicos.
[…] No exercício de sua função, os legítimos pastores nunca devem ser considerados como simples executores de decisões surgidas por maioria na assembleia eclesial. A estrutura da Igreja não pode ser concebida conforme modelos políticos meramente humanos.
A sua constituição hierárquica fundamenta-se sobre a vontade de Cristo e, como tal, faz parte do “Depositum Fidei”, que deve ser conservado e transmitido integralmente ao longo dos séculos.
Excerto de Discurso aos participantes da Assembleia Plenária da Congregação para o Clero, 10 de janeiro de 2004.
“É importante que o Estado preste ajuda à família”
Senhor Embaixador, Vossa Excelência realçou o papel fundamental da família, hoje insidiada, segundo a opinião de muitos, por um mal-entendido sentido dos direitos.
A Constituição Italiana recorda e tutela a centralidade desta “sociedade natural fundada no matrimônio” (art. 29). Por isso, é tarefa dos governantes promover leis que favoreçam a sua vitalidade.
A unidade desta célula primordial e fundamental da sociedade precisa ser tutelada; a família espera também auxílios de caráter social e econômico que são necessários para o cumprimento da sua missão.
Ela está chamada a desempenhar uma importante missão educadora, formando pessoas maduras e ricas de valores morais e espirituais que saibam viver como bons cidadãos. É importante que o Estado preste ajuda à família, sem jamais sufocar a liberdade de opção educativa dos pais e apoiando-os nos seus direitos inalienáveis e nos seus esforços para a consolidação do núcleo familiar.