Através dos estudos universitários, vós vos comprometeis em construir uma nova cultura, respeitosa da verdade do homem e da sociedade. Neste congresso internacional, enfrentais precisamente o tema Projetar a cultura, concentrando-o na linguagem da música.
A música, como todas as linguagens artísticas, aproxima o homem de Deus, que preparou para aqueles que o amam o que “nenhum olho viu, nenhum ouvido ouviu, nem o coração do homem imaginou” (I Cor 2, 9).
Mas, ao mesmo tempo, a arte pode transmitir às vezes uma concepção do homem, do amor, da felicidade que não corresponde com a verdade do desígnio de Deus. É necessário, portanto, realizar um sadio discernimento.
Repito-vos o que escrevi aos jovens de todo o mundo na mensagem para a próxima Jornada Mundial da Juventude: “Não creiais em ilusões e modas efêmeras que não poucas vezes deixam um trágico vazio espiritual”.[1]
A vós, queridos jovens, toca também renovar as linguagens da arte e da cultura. Comprometei-vos, portanto, por cultivar em vós a valentia para não aceitar comportamentos e distrações que estejam caracterizados pelos excessos e o ruído.