Depois de permanecer fechada para restauração durante mais de 20 anos, a Basílica de Santa Anastácia do Palatino foi reaberta em 1993.

Mas, embora em perfeito estado, era uma igreja gélida, sem bancos e, sobretudo, vazia de fiéis quando foi entregue ao zelo pastoral do seu atual Reitor, o Pe. Alberto Pacini. 

Como atrair as pessoas e criar nova vida eclesial nesse sagrado edifício, belo e venerável, sem dúvida, mas ao qual tudo faltava? 

Como missionário zeloso e experimentado, o novo Reitor encontrou facilmente a solução. 

“Tudo quanto agora existe nasceu da Eucaristia”

“Quando o Bispo do Setor Centro de Roma me confiou esta Basílica” – declarou ele ao representante da Revista Arautos no Vaticano:

eu tinha já no coração havia muitos anos o desejo de propagar nas paróquias a Adoração Eucarística Perpétua.

Desde quando eu era missionário no Quênia, e agora, na vida pastoral nesta Paróquia, a Adoração tem sido o meu sustento. 

Incentivaram-me as palavras do Papa por ocasião do Congresso Eucarístico Internacional realizado em Sevilha. Manifestou ele o desejo de que todas as paróquias do mundo tenham Adoração Perpétua.

Assim estimulado pela graça interior e pelas palavras do Pontífice, o Pe. Pacini começou com ardor sua nova missão.

Colocou sobre o altar um ostensório com o Santíssimo Sacramento e instalou-se na igreja deserta, tendo como mobiliá­rio apenas uma mesinha e duas cadeiras. Narra ele como foi o início:

Enquanto Jesus Sacramentado estava exposto, eu atendia confissões e conversava com as pessoas que entravam.

E o pró­prio Nosso Senhor, pouco a pouco, atraiu os fiéis. Na primeira vez, vieram 49. Depois, 80.

Em seguida, tive que comprar muitas cadeiras, pois as Missas de primeira sexta-feira passaram a ser cada vez mais frequentes. 

Em pouco tempo, apresentaram-se pessoas mais que suficientes para cobrirem as 168 horas semanais, ficando instaurada definitivamente a Adoração Perpétua. “A Eucaristia é o cume e a fonte da graça. Nesta Basílica, tudo quanto agora existe nasceu da Eucaristia” – proclama, de coração alegre, o Pe. Pacini. 

Semanas eucarísticas nas paróquias

Um bom missionário sempre quer conquistar mais almas para a Igreja. Em conjunto com a Comunidade das Filhas de Nossa Senhora da Eucaristia, o Pe. Pacini já realizou Semanas Eucarísticas em mais de 40 paróquias. 

Em cada uma delas, celebram-se algumas Missas nas quais os paroquianos são convidados a “redescobrirem o valor da Eucaristia na sua integralidade, Corpo e Sangue de Jesus Cristo”.

Após a Missa vespertina de sábado, expõe-se o Santíssimo Sacramento para ser adorado até a manhã seguinte. No domingo, faz-se um apelo aos fiéis para assumirem o compromisso de uma hora de adoração durante a semana.

Assim, vai-se multiplicando na Cidade Eterna o número de adoradores de Jesus Sacramentado, entre os quais se destaca uma boa quantidade de jovens.

Que sugestão dá o Pe. Pacini a quem deseja fazer o mesmo na respectiva comunidade paroquial?

Antes de tudo amar a Jesus, amá-lo de todo o coração. Nós, sacerdotes, temos o imenso dom de ter Jesus em nossas mãos e de ser Ele quando celebramos, de ser sua palavra, de ser suas mãos que abençoam, de ser seu coração que ama e perdoa os pecadores.

A adoração nasce seguramente ao termos um amor profundo à Eucaristia. Os paroquianos são, como diz o Evangelho, ovelhas que conhecem o Bom Pastor, reconhecem sua voz.