Os Arautos do Evangelho puderam experimentar de maneira inesquecível “como é bom, como é agradável os irmãos morarem juntos” (Sl 132, 1) com o pai!
No dia 15 de agosto, Solenidade da Assunção da Virgem Maria, veio especialmente de Roma o Cardeal Franc Rodé para comemorar a aprovação pontifícia das duas Sociedades de Vida Apostólica surgidas no seio dessa Associação: Virgo Flos Carmeli (clerical) e Regina Virginum (feminina).
Aniversário do fundador
A data foi escolhida pelo Cardeal para coincidir com o aniversário de Mons. João Scognamiglio Clá Dias, fundador de ambas as Sociedades, a quem trazia uma surpresa.
O Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica presidiu a Celebração Eucarística festiva na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, anexa ao Seminário internacional dos Arautos, situado na Grande São Paulo.
No final, entregou a Mons. João a Medalha Pro Ecclesia et Pontifice, outorgada pelo Papa Bento XVI, o qual – disse Sua Eminência – “quis premiar vossos méritos”.
Sociedades de Vida Apostólica
As Sociedades de Vida Apostólica surgiram no século XVI. A primeira delas aprovada na História da Igreja foi a Congregação do Oratório, fundada por São Felipe Néri, em 1575.
Ele pediu ao Papa Gregório XIII que a família religiosa por ele organizada não fosse obrigada a assumir nenhuma das formas jurídicas anteriormente estabelecidas.
Na sua Congregação, os membros “não deviam estar vinculados por votos ou promessas, mas o único vínculo deveria ser o amor”.1 Como nos explica o Anuário Pontifício,2 muitos fundadores de famílias religiosas utilizaram as fórmulas jurídicas já existentes.
Outros, como São Felipe Néri, criaram novas formas. Este é o caso também dos Arautos do Evangelho, com as duas Sociedades de Vida Apostólica aprovadas neste ano: Virgo Flos Carmeli (clerical) e Regina Virginum (feminina).
É a fecunda ação do Espírito Santo enriquecendo a Igreja ao longo dos séculos com novos carismas. Até dezembro de 2008, segundo o Anuário Pontifício, havia 44 Sociedades de Vida Apostólica aprovadas (32 masculinas e 12 femininas).
A paternalidade de um príncipe da Igreja
Em sua homilia – transcrita adiante – o Cardeal Rodé comoveu o público pela paternalidade manifestada para com os Arautos, cujo carisma manifesta admirar e compreender a fundo.
Com seu porte digno, aliado à afabilidade no trato, cativou todos quantos dele se aproximaram. Uma autêntica figura de príncipe da Igreja, e de pai e protetor dos pequenos.
A solenidade da cerimônia litúrgica, as calorosas palavras dirigidas pelo Cardeal ao fundador dos Arautos, a beleza dos cantos, o esplendor do templo sagrado, tudo contribuiu para tonificar o espírito católico dos assistentes e dar-lhes a convicção de que se abria uma nova era na história dos Arautos do Evangelho.