Pela primeira vez temos um tão grande número de diáconos, seja os que se tornarão sacerdotes (12), seja os que serão permanentes (24). Com muita alegria os aprovamos. Creio que nunca na história da Arquidiocese se ordenaram tantos diáconos de uma vez.

E pedimos a Deus que isso se repita. Sobretudo os doze que se tornarão sacerdotes, que sejam estes muito mais no futuro. Muito precisamos também que se multipliquem os diáconos permanentes, grande força de evangelização.

Deus os chamou um por um, assim como Nosso Senhor chamou os Apóstolos, esses homens casados que vêm de suas famílias, de sua profissão e com o apoio de suas esposas e seus filhos.

Também devemos agradecer às famílias daqueles que vão ser ordenados diáconos, por sua educação religiosa aprimorada, introduzindo-os na Fé.

Diácono quer dizer servidor. E Jesus veio para servir: “Eu não vim para ser servido mas para servir. Eu estou em seu meio como aquele que serve”. E disse na Última Ceia: “Vós dissestes que sou o Senhor, e Eu o sou”.

Ele não podia negar isso; no entanto, disse: “Embora sendo Senhor, Eu lhes lavei os pés, para que assim façais uns aos outros e ao mundo”. Esses diáconos também vão continuar esse aspecto de Jesus: servir, dar-se no serviço, doar-se. 

Jesus chegou ao ponto máximo do serviço dando sua vida na Cruz para a salvação da humanidade, para nos ensinar até que ponto devemos ser capazes de servir.

É claro que somos fracos e pecadores, mas o Espírito Santo dá essa graça para quem é aberto a ser ordenado diácono. Aliás, todo cristão em seu estado de vida deve prestar esse serviço.

Mas o diácono da Igreja o faz configurado com Jesus Cristo. E é necessário fazer com alegria, até em meio ao sofrimento. Esperamos que estes diáconos sejam santos, irrepreensíveis como homens, como pais de família e como diáconos da Igreja. 

Possam ser uma alegria para a Igreja, algo de novo, pois só agora começam a se multiplicar por uma iniciativa que tomamos. Deus é sempre novo! É a eterna novidade!

A nossa vida no Céu será ver a eterna novidade de Deus, a maravilha sempre nova de Deus. Que Deus nos ajude a iniciar esse novo momento de nossa Arquidiocese.

Precisamos que Deus mande muitas vocações e, ao mesmo tempo, santifique os que estão aí, os afervore, dê animo e os faça felizes no ministério que exercem.

Que Deus os mantenha unidos, pois Ele precisa dessa unidade. Que Deus abençoe o povo de Deus ao qual nós, ministros, devemos e queremos servir. Que sejamos dignos desse ministério e saibamos conduzir o povo a Jesus Cristo. Amém.