Manter a atenção presa ao tema de uma meditação é uma das maiores dificuldades a vencer nesse modo de exercício de piedade, pois com muita facilidade a imaginação voa para outros assuntos, ou se deixa dominar pelas preocupações do dia a dia.

A música pode ser um valioso auxiliar para evitar essas distrações.

Por isso, o Coro e Orquestra Internacional dos Arautos do Evangelho proporcionou aos participantes do Primeiro Sábado, no dia 6 de janeiro, na Catedral de São Paulo, uma oração mental musicada.

Com efeito, para cumprir os 15 minutos de meditação sobre os mistérios do Rosário, pedidos por Nossa Senhora, por que não fazê-lo ouvindo a história do nascimento de Jesus, narrada nos Evangelhos, com acompanhamento musical?

O Oratório de Natal – de autoria de Schütz, músico alemão do século XVI – presta-se esplendidamente para essa finalidade. 

Essa magnífica obra estimula a imaginação a compor o ambiente e as cenas do nascimento do Salvador: a Gruta de Belém, os Anjos anunciando aos pastores o grande acontecimento, os Reis Magos que vêm do Oriente para O adorar, Herodes que procura matar o Menino.

Assim, a música envolve de um fator atraente o aspecto ascético da meditação, fazendo o espírito elevar-se mais facilmente para Deus, e com isso revela-se um instrumento eficaz de evangelização.

Catedral de São Paulo

Dom Benedito Beni dos Santos assiste ao Oratório de Natal apresentado pelo Coro e Orquestra Internacional dos Arautos, sob a regência do Pe. João Clá. 

Catedral de São Paulo, fevereiro 2007

Sé de Braga (Portugal)

Na apresentação do Oratório de Natal, os aspirantes interpretaram o canto dos pastores.

Sé de Braga (Portugal), fevereiro 2007