Se eu morrer agora corajosamente, mostrar-me-ei digno de minha velhice, e terei deixado aos jovens um nobre exemplo de zelo generoso, segundo o qual é preciso dar a vida pelas santas e veneráveis Leis (II Mac 6, 27)
– disse o admirável Eleazar antes de dirigir-se ao suplício.
Antíoco Epífanes, qualificado pelo Espírito Santo de “raiz de pecado” (I Mac 1, 11), proibiu ao povo judeu a prática da verdadeira Religião.
Os enviados desse iníquo rei prenderam Eleazar, “homem já de idade avançada” (II Mac 6, 18), e quiseram forçá-lo a comer carne de porco, proibida pela Lei.
Como ele se recusava, seus amigos, desejando salvar-lhe a vida, ofereceram-lhe carnes permitidas para ele comer, fingindo serem as obrigadas pelo rei.
Entretanto, o heroico ancião preferiu ser conduzido à morte e respondeu-lhes:
Não é próprio da nossa idade usar de tal fingimento, para não acontecer que muitos jovens suspeitem que Eleazar, aos noventa anos, tenha passado aos costumes estrangeiros.
Eles mesmos, após o meu gesto hipócrita, e por um pouco de vida, se deixariam arrastar por causa de mim e isso seria para a minha velhice a desonra e a vergonha (II Mac 6, 24-25).
Assim, Eleazar entregou sua alma a Deus, “deixando com sua morte não somente aos jovens, mas também a toda a sua gente, um exemplo de coragem e um memorial de virtude” (II Mac 6, 31).