Eram tempos de guerra e tudo desmoronava. Nós, algumas jovens, com 15 a 25 anos, nos sentíamos atraídas pelos melhores ideais que se podia imaginar.

Mas a guerra devastava tudo ao nosso redor e parecia aniquilar todas as nossas aspirações. Parecia que o Senhor queria nos recordar que tudo é vaidade das vaidades.

Ao mesmo tempo, Deus colocava no meu coração, em nome de todas, uma pergunta: “Existirá um ideal que não morra, que nenhuma bomba possa destruir, ao qual possamos dar toda a nossa vida?” E a resposta: “Sim, Deus”.

Decidimos fazer de Deus o ideal de nossa vida. Mas como colocar isso em prática? O Evangelho responde: Nem todo aquele que diz: “Senhor! Senhor!”, entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos Céus.

Haverá uma vontade de Deus que lhe agrada de forma especial? Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos.

Com as minhas novas companheiras, encontro-me um dia num porão escuro, com uma vela acesa e o Evangelho nas mãos. Abro o Evangelho, ali está a oração de Jesus antes de morrer: Pai, que eles sejam um.

Estas palavras parecem iluminar-se uma a uma e nos colocam no coração a certeza de que nós tínhamos nascido para realizar aquela página do Evangelho.

 

Excerto de Città Nuova, maio de 2003.