Nós nos encontramos diante de um enorme desafio missionário, mais forte do que nunca, nas nossas terras secularizadas do Primeiro Mundo.

E eu acredito que Bento XVI tenha sido preparado ad hoc para este tempo eminentemente missionário. Com efeito, não é por acaso que ele declarou guerra – se me permite esta expressão – a uma outra sinistra ideologia: o relativismo.

O relativismo é o inimigo número um do dinamismo missionário. Quem foi infectado por ele não quer fazer missão. No final, mediante esse processo pernicioso, tudo se “relativiza”, até o próprio Deus e sua existência!

O Ano Eucarístico está se encerrando. Encerra-se um Ano dedicado à Eucaristia, mas não se pode jamais encerrar o esforço missionário necessário para levar o Senhor Eucarístico aos “desertos espirituais” de nosso tempo.

A Eucaristia é exatamente o absoluto do amor de Jesus Cristo: Cristo está todo presente – como dizia o grande São Tomás de Aquino – na Hóstia e em seus fragmentos. A fé em Cristo presente na Santíssima Eucaristia não pode de modo algum ser “relativizada”.

Ou se acredita que Ele está realmente, pessoalmente, vivo no Pão Eucarístico, ou não se acredita. Na Eucaristia, assim como para toda grande Verdade de nossa Fé, não existem meias-medidas.