Na verdade, poderemos designar com o nome de morte o mistério que se realizou em Vós, oh Maria? […]
Uma vez que, quando Vos tornastes Mãe, vossa virgindade permaneceu incólume, vosso corpo foi preservado da decomposição ao emigrar deste mundo, ficando transformado num tabernáculo mais ilustre e excelso, não mais sujeito à morte, mas destinado a perdurar pelos séculos sem fim. […]
Não chamaremos de morte o vosso sagrado trânsito, mas dormição ou emigração e, com mais propriedade ainda, o designaremos como permanência na pátria, pois, ao deixar este mundo, obtendes uma morada muito mais excelente.
Os Anjos e Arcanjos Vos trasladaram. Ante vosso trânsito, os espíritos imundos que voam pelos ares, estremeceram-se de espanto. Com vossa passagem, o ar ficou abençoado e o éter santificado. O Céu, com gozo, recebe vossa alma […].
Não subistes ao Paraíso à maneira de Elias, nem fostes como São Paulo transportada ao terceiro Céu, mas chegastes até ao trono real de vosso Filho, ao qual contemplais com vossos próprios olhos e com Ele habitais num clima de grande felicidade e confiança.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
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