O crescimento extraordinário dos meios de comunicação e a sua maior disponibilidade trouxeram oportunidades excepcionais para o enriquecimento da vida, não apenas dos indivíduos, mas também das famílias.
Ao mesmo tempo, hoje as famílias enfrentam novos desafios, que derivam das mensagens, diversificadas e muitas vezes contraditórias, apresentadas pelos mass media. O tema escolhido para o Dia Mundial das Comunicações – “Os mass media na família: um risco e uma riqueza” – é um tema oportuno. […]
Graças à expansão sem precedentes do mercado das comunicações nas últimas décadas, numerosas famílias no mundo inteiro […] têm oportunidades virtualmente ilimitadas nos campos da informação, da educação, da expansão cultural e até mesmo do crescimento espiritual – oportunidades estas que excedem em grande medida as que eram disponíveis para a maioria das famílias no passado recente.
Não obstante, estes mesmos meios de comunicação possuem a capacidade de causar prejuízos graves às famílias, apresentando uma visão inadequada e mesmo deformada da vida, da família, da religião e da moral. […]
Estas considerações dizem respeito de forma particular à abordagem das famílias pelos meios de comunicação.
Por um lado, o matrimônio e a vida familiar são frequentemente descritos de maneira sensível e realista, mas também com simpatia, de modo a exaltar virtudes como o amor, a fidelidade, o perdão e a abnegação generosa em prol dos outros. […]
Por outro lado, a família e a vida familiar são também, com muita frequência, descritas de maneira inoportuna pelos meios de comunicação.
A infidelidade, a atividade sexual fora do matrimônio e a ausência de uma visão moral e espiritual do vínculo matrimonial são descritas de maneira não crítica, enquanto às vezes se apresentam de modo positivo o divórcio, a contracepção, o aborto e a homossexualidade.
Estas visões, promovendo as causas contrárias ao matrimônio e à família, são prejudiciais para o bem comum da sociedade. […]
Sem recorrer à censura, é imperativo que as autoridades públicas definam políticas de regulação e procedimentos para garantir que os meios de comunicação não ajam contra o bem da família. Os representantes da família deveriam fazer parte deste empreendimento político. […]
Os pais devem também regular o uso dos meios de comunicação em casa. Isto incluiria um plano e uma programação do uso dos mass media, limitando estritamente o tempo que os filhos dedicam aos meios de comunicação.
Mas também, fazendo da diversão uma experiência familiar, eliminando de forma total alguns deles e, periodicamente, excluindo todos eles, em vantagem de outras atividades em família.
Sobretudo, os pais deveriam dar bons exemplos aos filhos, através de um uso ponderado e seletivo dos mass media.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
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