Unir Ocidente e Oriente constituiu sempre um desafio, e nem mesmo o impertérrito Alexandre Magno logrou tão glorioso intento. Com ele a História aprendeu que conquistar territórios não significa estreitar povos… Essa imensa façanha, entretanto, foi realizada pela Igreja Católica ao reunir sob a mesma abóbada os dois extremos do orbe.
Com efeito, além da grande Igreja Latina, pertencem à única e verdadeira Igreja de Cristo as vinte e três Igrejas Orientais católicas, as quais estão sediadas principalmente no Oriente Próximo e na Índia.
Elas possuem privilégios, outorgados pelos Sumos Pontífices, que custodiam suas tradições plurisseculares. Regem-se por uma jurisdição própria – sui iuris – e um código de leis comum a todas, o Código dos Cânones das Igrejas Orientais. Seus ritos, por exemplo na celebração da Eucaristia, diferem dos da Igreja Latina. Também as vestes litúrgicas e as insígnias episcopais são distintas: em certos casos os Bispos, em vez de usarem mitra, portam uma bela coroa! Toda essa diversidade se abriga sob a égide do doce Cristo na terra, como expressão de riqueza, continuidade e comunhão.
As Igrejas Orientais católicas distinguem-se daquelas que a partir de 1054, por ocasião do grande cisma de Constantinopla, separaram-se de Roma e passaram a fazer parte da autodenominada Igreja Ortodoxa. A filial submissão das primeiras ao Romano Pontífice manifesta, desse modo, que a verdadeira unidade “só pode ser a unidade na fé” (LEÃO XIV. Discurso, 19/5/2025).