Quantas vezes entramos numa igreja, capela ou oratório ao ressoar de um grave e profundo toque de sino indicando o início da Santa Missa ou outra cerimônia religiosa. Mas você sabia que os sinos são abençoados e alguns até possuem nome?
Os primeiros ritos de bênção dos sinos destinados ao culto remontam ao século VII, apresentando então um cerimonial próprio em cada diocese. No Pontifical Romano esse rito, reservado aos Bispos, se revestia de grande solenidade.
A recitação de sete Salmos precedia a bênção da água, com a qual o sino era lavado por dentro e por fora – donde o costume de chamar de “batismo” a bênção dos sinos – e, em seguida, ungido com o óleo santo e incensado.
O rito, entremeado de longas orações, se encerrava com a leitura do Evangelho que relata a visita de Jesus à casa de Marta e Maria, para frisar que a finalidade dos sinos é lembrar aos fiéis de procurarem o único necessário (cf. Lc 10, 38-42).
Em Paris essa bênção comportava aspectos diversos, entre os quais o fato de o sino ter um “padrinho” e uma “madrinha”, os quais lhe davam um nome, em geral alguma invocação da Santíssima Virgem ou dos Santos.
A bênção dos sinos usados no serviço divino era obrigatória e devia se dar antes de eles serem alçados no campanário. A partir de então se proibia empregá-los para fim profanos, exceto no caso de calamidades públicas.
O rito atual da bênção do sino é mais simples e pode ser presidido por um sacerdote.