Santo Antônio de Pádua – ou de Lisboa – nasceu em Portugal, de nobre ascendência, no ano de 1195. Fez-se franciscano, morreu em 1231 e foi canonizado no ano seguinte, mais de duzentos e cinquenta anos antes da descoberta do Brasil. Como, então, o Santo medieval pode ter relação com o Exército Brasileiro?
No século XVII o Rei Afonso VI, ante a iminência da batalha de Montes Claros, em Portugal, alistou simbolicamente Santo Antônio no Exército Português. Bateram-se nesse campo 22.600 espanhóis contra 20.500 portugueses. O novo soldado logo demonstrou a superioridade da intervenção celeste, reconquistando a independência para a coroa lusa.
Desde então recrutado como praça do 2º Regimento de Infantaria de Lagos por ordem de Afonso VI, o fiel filho de São Francisco passou a fazer parte da milícia brasileira em 1685, por ocasião da Guerra dos Palmares. Já em 1711, pela carta régia de 21 de março, o rei de Portugal nomeou-o capitão do Brasil, por sua ajuda na peleja contra o corsário francês Duclerc.
Mais tarde, em 1814, Dom João VI conferiu ao Santo a patente de tenente-coronel, com a devida remuneração de oitenta mil réis, repassada ao convento franciscano do Rio de Janeiro. Infelizmente, o ex-presidente Hermes da Fonseca mandou suspender esse salário…
Seja como for, apesar de ter perdido a remuneração terrena, Santo Antônio – que acima de tudo era franciscano e filho, portanto, da pobreza… – reteve o mais importante: o encargo de proteger tão imensa nação e o carinho do povo brasileiro!