Filha de um capitão do exército, Cecy Cony nasceu em 1900 na cidade de Jaguarão-RS. 

Aos 5 anos, viu surgir pela primeira vez a seu lado o seu Anjo da Guarda, para salvá-la de uma situação de grande apuro.

A partir de então, este divino protetor, guia e conselheiro permaneceu junto dela de modo sensível durante 30 anos: em todos os momentos ela sentia sua benéfica presença.

De 1935 em diante, ele não deixou de estar continuamente junto dela, mas não mais de maneira sensível.

Aos 13 anos Cecy recebeu o apelo de Jesus para a vida religiosa. Mas, por circunstâncias diversas, somente aos 26 entrou como postulante na Congregação das Irmãs Franciscanas, em São Leopoldo-RS.

Dois anos depois recebeu o véu de noviça, tomando o nome de Irmã Maria Antônia. Um ato de oferecimento que ela rezava diariamente revela o estado de sua alma:

Meu Jesus, eu me ofereço para ser privada de todas as consolações espirituais e sofrer todas as cruzes que Vos aprouver mandar-me. Disponde de mim segundo a vossa vontade. Quero e espero ser toda vossa. Meu Jesus, eu Vos quero só a Vós e a mais nada.

Deus não tardou em manifestar que essa oblação tinha sido aceita: caíram sobre ela sofrimentos indizivelmente dolorosos, no corpo e na alma, que ela suportou generosamente.

Em 24 de fevereiro de 1933 fez os votos perpétuos de pobreza, obediência e castidade. Em tudo, Irmã Maria Antônia foi perfeito modelo de boa religiosa.