É alta madrugada, a cidade ainda dorme. Na Capela do Convento arde uma lamparina de azeite, anunciando a presença do Santíssimo Sacramento. Acesa está também uma lâmpada viva: a Irmã que fez seu turno de adoração.

Pouco antes das cinco horas, lá se reúnem todas as freiras para a primeira oração litúrgica do dia, o cântico de Laudes. Segue-se meia hora de meditação pessoal, após a qual assistem à Santa Missa.

Ao longo do dia, sucedem-se os demais atos de piedade, coletivos ou individuais: Ofício Divino, recitação do Rosário e da Via-Sacra, leitura espiritual, turnos de adoração, estudo da Bíblia.

“Ora et labora”, é o lema de toda casa religiosa. Assim, fazem elas todo o serviço da casa: cozinhar, lavar, passar, costurar, limpeza e jardinagem.

E ainda encontram tempo para confeccionar hóstias e paramentos litúrgicos, executar trabalhos artesanais e, inclusive, tomar uma hora de repouso após o almoço. Há também momentos de recreação que ajudam a alimentar a comunhão fraterna através de um diálogo alegre e descontraído.

O dia encerra-se em torno de 20:45 h, com a última oração litúrgica, feita em comunidade. Depois disso, reina no Mosteiro completo silêncio.

Na Capela, continua acesa a lamparina de azeite, e, de joelhos, uma freira em adoração arde de amor a Deus. As demais, num íntimo colóquio com o Doce Hóspede de suas almas, retiram-se para o repouso em suas celas. Em breve, elas adormecerão, mas seus corações fiéis continuarão velando!