Em “Silicon Valley” as crianças aprendem sem computador

O nome Silicon Valley (Vale do Silício), criado em 1971, indica a enorme concentração de indústrias dedicadas ao desenvolvimento e fabricação de produtos de alta tecnologia presentes nessa região da Califórnia (EUA).

Ali se encontram empresas como eBay, Google, Apple, Yahoo, Hewlett-Packard, e muitos dos seus empregados enviam os filhos a estudar na Waldorf School of the Peninsula, uma das 160 escolas desse gênero nos Estados Unidos e que, entre outros pontos, têm em comum a total ausência de computadores.

Com efeito, o método Waldorf confia na filosofia de que ensinar é uma experiência humana insubstituível para estimular os valores do senso da beleza, maravilhamento, reverência e desejo de autossuperação.

A informática tem sua importância no ensino, mas não no período da formação infantil. O rendimento de seus alunos é surpreendente: mais de 90% deles fazem os estudos universitários.

“A ideia de que uma aplicação de iPad pode ensinar melhor meus filhos a ler ou calcular é ridícula”. Assim se manifesta Alan Eagle, executivo de Google, graduado em ciência da computação pela prestigiosa Universidade de Dartmouth. Sua filha, no quinto ano do curso primário, ainda não sabe utilizar o buscador.

Esta é também a opinião de numerosos profissionais de Silicon Valley, os quais estão certos de que uma ótima formação intelectual e profissional de seus filhos, inclusive para serem bons especialistas em informática, deve começar… sem computador.