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Instituição da Eucaristia na quinta-feira santa - Data: 13 de Abril 2022
 
 
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Muitas vezes, compelidos pelos sentimentos do que vamos celebrar na Semana Santa, a crucifixão terrível de Jesus, mas também sua gloriosa ressurreição, esquecemo-nos de que nesta sacra semana Cristo também se deu a nós em um memorial eterno e perfeito: a instituição da Sagrada Eucaristia.

A instituição da Eucaristia no Evangelho

Nos quatro evangelistas temos as passagens principais semelhantes. Em Lucas há um introito que transmite todo o desejo de Cristo em se dar a nós: "Eu estava esperando muito ansiosamente esta hora, desejoso de comer a refeição da Páscoa convosco, antes de começar o meu sofrimento”. (Lc 22, 15).

São Mateus e São Marcos são mais diretos, anunciam os acontecimentos da festa, a providencialidade de haver um lugar para a Ceia e a fala de Cristo de que um entre eles havia de traí-lo.

Já São João nos narra, em três capítulos inteiros, as palavras e profecias de Jesus antes de consagrar o pão como seu corpo, num sermão que até hoje é densamente estudado por teólogos e doutores para sorver todo o significado das palavras. Assim, é apenas no Evangelho de João que não encontramos as palavras da instituição, dado o glorioso prefácio que ele transmite. Sabemos que o Apóstolo Virgem foi o último a escrever o seu evangelho, e os outros já estavam amplamente divulgados quando ele testemunhou, fazendo-o com um objetivo específico: barrar as heresias que começavam a se avolumar nos fins do primeiro século e começo do segundo.

Palavras de Vida Eterna

Na narração evangélica, tem-se as seguintes passagens: Cristo primeiro abençoa a Ceia que repartem, dando graças por sobre o pão e o vinho. Pelo fato de ser a festa dos ázimos, os pães eram sem fermentos, o que foi adotado pela Santa Igreja na celebração do Sacramento, tal como fez Jesus.

Depois, Nosso Senhor toma cada espécie separadamente e dá graças sobre elas, conferindo-lhe, então, o poder sacramental: "Tomem e comam, porque isto é o meu corpo". (Mt 26,26.)

O pão é sempre o mais breve, enquanto que sobre o cálice com o vinho Cristo se detém com mais sentenças: “Este vinho é o sinal do novo pacto de Deus para salvar-vos, um acordo garantido pelo sangue que Eu derramarei para comprar de volta as vossas almas”. (Lc 26, 20), e também: “Depois tomou um cálice de vinho, deu por ele graças a Deus e lhes ofereceu; todos beberam dele. Em seguida lhes disse: ‘Isto é o meu sangue, derramado a favor de muitos, para firmar o novo pacto entre Deus e o homem’”. (Mc 14, 23-24).

É claro que as traduções variam muito de edição para edição das Sagradas Escrituras, e também de língua para língua, mas vem muito semelhante, e sobretudo seu conteúdo é o mesmo que ouvimos hoje ao assistir uma Santa Missa.

Instituição do Sacramento da Ordem.

Jesus não só instituiu o Sacramento máximo, que é seu Corpo e Sangue, mas também celebra o início de seus ministros. Quando pronuncia as palavras: “fazei isto em minha memória”, pede que se repitam estes ritos àqueles que estão na mesa santa.

Assim, neste momento, também institui o sacramento da Ordem, deixando a encargo de seus apóstolos a administração dos seus mistérios, bem como a autoridade da Santa Igreja de promulga-lo. Por isso que estes dons chegam hoje até nós: de geração em geração, os bispos vão ordenando novos bispos e novos padres que dão aos leigos, o Corpo Místico de Cristo, o Sacramento do Amor.

A instituição da Eucaristia: realidade ou símbolo?

A Eucaristia, diferente de uma simples tradição ou memória, não é vivenciada como um teatro: de fato, em toda Santa Missa acontece o mesmo que ocorreu na Santa Ceia. O pão e o vinho dão lugar ao Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus, aquele que curou surdos e mudos, que purificou leprosos e ressuscitou mortos.

Por isso, é necessário o máximo respeito com a Eucaristia, tanto após a comunhão como quando o corpo de Cristo fica no sacrário, perpetuando sua continuidade conosco. É dever do cristão esse amor e cuidado com seu Mestre Divino, que crê fielmente, apesar da realidade visível não alcançar, na presença de Cristo na Eucaristia.

Na quinta-feira santa, portanto, antes de entrarmos propriamente no tríduo pascal, celebremos com carinho a instituição da Eucaristia e, se possível, bem confessados, nos aproximemos do Pão dos Anjos para recebermos Jesus em nossas almas.

 
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