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Consagração a Nossa Senhora


Por que me consagrar a Nossa Senhora?
 
AUTOR: PE. RICARDO BASSO, EP
 
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“Foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por Ela que Ele deve reinar no mundo.”

“Por que me consagrar?” Esta é a pergunta que muitos fazem, completando: “Não basta ter fé e rezar?”

Em primeiro lugar, vamos repetir a primeira frase escrita por São Luís Maria Grignion de Montfort em seu Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem: “Foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por Ela que Ele deve reinar no mundo.”

Ora, se foi por intermédio d’Ela que Ele veio ao mundo e se é por meio d’Ela que Ele deve reinar no mundo, se queremos participar do seu Reino, é d’Ela que devemos nos aproximar, é a Ela que devemos recorrer, é com Ela que devemos contar.

No livro: Fátima, o meu Imaculado Coração triunfará, Monsenhor João S. Clá Dias, fundador dos Arautos do Evangelho, nos lembra que, nas aparições de Fátima, Nossa Senhora não Se dirigiu apenas à geração do início do século XX, mas, sobretudo, às que viriam depois. E nós fazemos parte dessas gerações que viriam depois, portanto, estamos mais próximos do dia em que Nosso Senhor deverá reinar no mundo. E a Consagração a Nossa Senhora é uma forma de nos prepararmos para esse advento

A importância das previsões de Fátima

Ainda citando Monsenhor João Clá, “Deus faz preceder as suas grandes intervenções na História por numerosos e variados sinais. […]quanto mais importante é o acontecimento previsto, tanto maior é a grandeza dos sinais que o precedem, a autoridade dos que o anunciam e o tempo da espera.”

Seguindo este raciocínio, é fácil avaliar a importância das previsões de Fátima, pois quem no-las anunciou não foi um Anjo, nem um grande santo, mas a própria Mãe de Deus. Já naquela época, há mais de um século, os acontecimentos permitiam entrever o que seria a história contemporânea: de um lado, o progresso material quase ilimitado e, de outro, uma decadência de costumes nunca antes vista, somada a guerras e convulsões sociais de proporções apocalípticas.

Hoje nos defrontamos com essas tragédias preditas há um século. E o que devemos fazer? Desanimar diante da aparente vitória do mal e entregar os pontos? Sucumbir ao pecado? Desistir?

Quantas pessoas, na hora da dificuldade, da doença, dos conflitos, rezam, fazem promessas, vão à igreja, mas, quando as coisas parecem readquirir uma aparência de calma e normalidade, começam a relaxar, começam a achar certas práticas pecaminosas não tão erradas assim, que é preciso haver tolerância, se adaptar aos tempos. Logo começam a negligenciar suas práticas religiosas, acham fastidioso rezar o terço, ultrapassado ir à Missa e frequentar os Sacramentos, fogem do confessionário afirmando se confessar diretamente com Deus…

A vitória de Maria sobre o reino do mal

Uma coisa que precisa ficar muito clara é que somos filhos da esperança. Quando Nossa Senhora fez preocupantes revelações em Fátima e em outras aparições reconhecidas pela Igreja, a sua intenção não era nos assustar, mas nos dar um maternal aviso, nos preparar para os castigos que viriam, dos quais poderíamos estar a salvo se seguíssemos os seus conselhos. 

O que diferencia um cristão de um homem comum é a certeza da vitória do bem sobre o mal. Todas as predições feitas por Nossa Senhora, ou já se cumpriram ou estão prestes a se cumprir, mas, não é nos castigos, nas tragédias, na violência, na dissolução dos valores e nem nas destruições materiais provocadas pelos fenômenos da natureza que devemos focar. Nossa atenção precisa se direcionar para mais alto: é no triunfo de Nossa Senhora que devemos mirar!

Razões dadas por São Luís no Tratado da Verdadeira Devoção

Na terceira parte do Tratado, São Luís Maria Grignion de Montfort apresenta as razões que nos recomendam a Consagração a Nossa Senhora e os efeitos que ela produz, e apresenta as práticas interiores e exteriores necessárias para a Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 

São Luís afirma que esta devoção:

  1. nos põe inteiramente ao serviço de Deus;
  2. nos leva a imitar o exemplo dado por Jesus Cristo, e a praticar a humildade;
  3. proporciona as boas graças da Santíssima Virgem;
  4. Maria Se dá a quem é seu escravo por amor;
  5. Maria purifica nossas boas obras, embeleza-as e as torna aceitáveis a seu Filho;
  6. é um meio excelente de promover a maior glória de Deus;
  7. conduz à união com Nosso Senhor;
  8. é um caminho fácil;
  9. é um caminho curto;
  10. é um caminho perfeito;
  11. é um caminho seguro;
  12. dá uma grande liberdade interior;
  13. proporciona grandes bens para o próximo;
  14. é um meio admirável de perseverança.

SAIBA MAIS

O que é a Consagração a Nossa Senhora?

Como é feita a Consagração a Nossa Senhora?

Práticas interiores e exteriores da Consagração a Nossa Senhora

 
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