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Espiritualidade


O Natal e o Reino de Maria
 
PUBLICADO POR ARAUTOS - 03/12/2019
 
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Ao vermos Jesus Menino na gruta tendo ao seu lado sua Mãe Santíssima e São José, não podemos deixar de lembrar como São Luís Grignion começa o seu Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem: “Foi por intermédio da Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo” (*)

Completa São Luís: “E é também por meio d’Ela que Ele deve reinar no mundo”, afirmação essa que deve nos alentar e encher de esperança pois a própria Nossa Senhora prometeu em Fátima: “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará”.

Dirá alguém “mas, estamos no oposto desse triunfo”. Como se chegou onde estamos?

Antes do triunfo, uma grande crise e uma catástrofe

O que Nossa Senhora advertia na Cova da Iria era a existência de uma prodigiosa crise na sociedade, a qual, no fundo, não era senão a consequência de uma crise religiosa, que desembocaria numa catástrofe mais moral do que política.

Destruição na
II Guerra Mundial

Essa crise seria um flagelo para a humanidade, se esta não desse ouvidos à voz da Rainha dos profetas. E, neste caso, àquele mal se sucederiam outros: guerras e perseguições à Igreja e ao Papa, martírios, várias nações seriam aniquiladas.

Nossa Senhora indicava, assim, a extensão de uma calamidade que se alastraria pela terra, ao cabo da qual, porém, o Imaculado Coração d’Ela triunfaria.

A crise moral clama pela intervenção de Deus

Apesar do aviso claríssimo de Nossa Senhora, a crise moral, de 1917 para cá, não fez mais que acentuar-se. As modas, as leis e os costumes cada vez mais abertamente estão defendendo o crime, o pecado, a aversão à Lei de Deus.

Está sendo instaurada uma completa inversão de valores, uma ordem de coisas que propicia o vício e dificulta a prática da virtude. E o motivo central desta profunda crise é, sem dúvida, o abandono da Religião.

A humanidade já não vive mais em função de seu Criador, mas de si mesma. Esqueceu-se de que seu fim nesta terra é amar a Deus e conquistar a salvação das almas. Diante de quadro tão dramático, como esperar que não venha sobre o mundo uma intervenção regeneradora? Como poderia Deus ignorar a imensa crise na qual o mundo está submerso, pela maldade dos homens?

Uma mudança da sociedade rumo à verdadeira conversão vai se tornando mais improvável. E à medida que caminhamos para o paroxismo da degradação moral, mais provável também é a efetivação dos castigos profetizados por Nossa Senhora.

Isso posto, resta-nos voltar o nosso olhar para uma luz que brilha no horizonte dos acontecimentos atuais, e que nos convida a confiar na promessa feita por Ela há cem anos: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.

O triunfo do Imaculado Coração de Maria será propriamente o Reino de Maria, ou seja, o ápice da História, quando o preciosíssimo Sangue de Cristo, derramado para nossa redenção, produzirá seus melhores frutos.

(*)  São Luís Grignion de Montfort, Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem, Vozes, Petrópolis, 46ª edição, nº 1, p. 19.