São João Batista, o Precursor do Messias, a “voz que clama no deserto” (Jo 1, 23), foi digno de receber um inigualável elogio de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Pois vos digo: entre os nascidos de mulher, não há maior que João” (Lc 7, 28).

A Igreja, para exaltar a grandeza de João Batista, comemora-o em duas datas: no seu nascimento para a vida terrena (24 de junho) e no seu nascimento para a vida eterna (29 de agosto).

Um grande profeta, que representa a transição do Antigo para o Novo Testamento, veio anunciar o Messias.

Por sua austeridade de vida e de pregação, foi confundido com o próprio Cristo. Quando, porém, indagado, declarou sem hesitar: “Eu não sou o Cristo” (Jo 1, 20).

E para deixar claro o seu entusiasmo por Aquele que o havia santificado ainda no ventre materno, declarou: “Esse [Cristo] é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de Lhe desatar a correia do calçado” (Jo 1, 27).

Por causa de suas pregações, São João foi logo tido como profeta – aquela categoria de homens especialmente escolhidos pela Providência que, falando por inspiração divina, prenunciam os acontecimentos, ouvem e interpretam os passos do Criador na História, orientando o caminhar do povo de Deus.

Os outros profetas foram um prenúncio do Batista. Só ele pôde apresentar o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo em Pessoa como sendo o Messias prometido, o Salvador e Redentor da humanidade.

Enfim, um Santo muito venerado no Brasil, cuja invocação nos traz também um caminho de penitência e de conversão.

São João Batista, rogai por nós!