Ao longo dos quarenta dias de duração da Campanha, encerrada no Domingo de Ramos, 9 de abril, as paróquias, os movimentos eclesiais, as escolas e os fiéis em geral deram valiosa colaboração, promovendo debates e encontros para reflexão, no empenho de sensibilizar a sociedade e poderes públicos sobre este grave problema: as pessoas com deficiência merecem mais respeito e mais solidariedade.
“São nossos irmãos que carecem de atenção especial e são cidadãos de pleno direito”, declarou Dom Cláudio Hummes, Cardeal-Arcebispo de São Paulo.
Gestos concretos de solidariedade
No dia do encerramento, realizou-se nas paróquias o tradicional “gesto concreto” de solidariedade: nas coletas de todas as Missas, os fiéis foram convidados a dar sua contribuição financeira para as elevadas finalidades da Campanha.
Os recursos coletados deverão ser destinados à formação, produção de materiais, articulações para a conquista de direitos e projetos de geração de renda para pessoas com deficiência: 40% do total arrecadado são enviados ao Fundo Nacional de Solidariedade, para apoio aos projetos ligados ao tema da Campanha, e 60% ficam nas dioceses e comunidades locais.
Por todo o Brasil, a iniciativa da CNBB foi amplamente acolhida.
Em São Paulo o Governo do Estado também concretizou um gesto de solidariedade em favor das pessoas com deficiência: a regulamentação da lei 12.085, de autoria do deputado José Carlos Stangharlini, que criou o Centro de Orientação e Encaminhamento para Pessoas com Necessidades Especiais.
Mensagem do Papa
Em nome do Papa Bento XVI, o Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, enviou uma mensagem ao Cardeal Geraldo Majella Agnelo, presidente da CNBB, a propósito da Campanha:
Nas audiências gerais das quartas-feiras, o Santo Padre louva a Deus pela presença daqueles peregrinos que padecem com fé e santa resignação estas provações permitidas por Deus, e assegura levar sempre no coração aqueles que carecem, muitas vezes, de afeto e de acompanhamento por parte da sociedade.
Trata-se de proporcionar não só uma atitude de carinho e de consolo, mas de realizar, com efetiva dedicação, uma obra de plena inserção no seu próprio meio desses nossos irmãos e irmãs em Cristo (…)
Defender a vida, em todos os seus estágios, do início ao fim, é um direito e um dever de todos, que a Igreja jamais cessará de proclamar.
Por sua vez, assumir a dignidade querida por Deus, que esta mesma vida comporta, exige atitudes de compromisso, por vezes heroicas, e dignas do prêmio eterno, não só por parte dos que padecem tais sofrimentos, mas também dos que atendem aos mais necessitados.
Por isso, o Sumo Pontífice exprime o seu sincero louvor e agradecimento a todos os que se dedicam de corpo e alma a essa nobre causa, recordando, de modo especial, os pais e parentes dos que sofrem tais deficiências, bem como os organismos e as associações de voluntariado, que não se poupam em acolher tais pessoas com uma dedicação especializada.
Outubro de 2026, nº 298
Setembro de 2026, nº 297
Agosto de 2026, nº 296
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas