Entre as temperantes explosões de júbilo que marcam a cerimônia da Vigília da Noite Santa, uma chama a atenção por sua cândida e solene efusividade. Trata-se do anúncio da Páscoa, momento em que o diácono, dirigindo-se ao celebrante, faz uma proclamação cuja palavra final – silenciada durante toda a Quaresma e depois frequentemente repetida ao longo do Ano Litúrgico – parece concentrar o regozijo que pervade as almas dos fiéis pela vitória de Cristo sobre o pecado e a morte: “Reverendíssimo pai, eu vos anuncio uma grande alegria: Aleluia!”
Mas você sabe o significado desta palavra e por que ela é usada na Sagrada Liturgia?
O termo aleluia provém da expressão hebraica hallelu Yah, que significa louvai o Senhor. Empregado originalmente no culto israelita, a Santa Igreja o assimilou, sendo considerado uma aclamação de triunfo, um brado de alegria.
Seu uso litúrgico surgiu no Oriente, mais precisamente em Alexandria, com Santo Atanásio e São Cirilo. Deve-se provavelmente ao Papa São Dâmaso, por instâncias de São Jerônimo, sua introdução no Ocidente. A princípio era utilizado apenas no dia da Páscoa, estendendo-se no século V a todo o Tempo Pascal e, depois, por disposição do Papa São Gregório Magno, às Missas do ano inteiro, exceto as da Quaresma e de outros dias penitenciais.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas