A Legião de Maria nasceu há 83 anos, em Dublin (Irlanda), de uma necessidade muito premente. Frank Duff era vicentino, e, como tal, atendia os pobres com mantimentos, remédios, etc., mas percebeu que muitos ficavam sem assistência espiritual.
Notou que, perto da sede por ele frequentada, havia muitas prostitutas. Ninguém, naquela época, queria fazer qualquer apostolado com elas.
Também os hospitais estavam quase abandonados, sem gente para pregar o Evangelho aos enfermos. Decidiu então fazer alguma coisa. Assim, nasceu a Legião de Maria, sem muito planejamento.
Numa tarde, reuniram-se oito pessoas. Quem chegou primeiro teve a ideia de arrumar um pequeno altar, pôs sobre uma mesa a imagem de Nossa Senhora das Graças, ladeada de dois vasos de flores e dois castiçais, e esperou…
Até hoje, entre nós se diz: “Nossa Senhora já estava lá à nossa espera”. Para iniciar a reunião, um dos presentes sugeriu que se rezasse o Rosário.
No mundo inteiro, até hoje a Legião de Maria está presente dessa maneira simples: um pequeno altar, pessoas ao seu redor, preocupadas com seu apostolado.
Cada membro deve realizar seu trabalho de evangelização durante duas horas por semana, pelo menos.
A Legião de Maria é estritamente um movimento leigo. Mas seu Fundador, Frank Duff, disse que ela deve ser um instrumento nas mãos da Igreja.
Ou seja, ele faz questão de que a instituição caminhe ao lado dos Párocos, dos Bispos e do Papa, sempre atendendo ao que a Igreja pede.
A espiritualidade fundamental do grupo é a santificação de seus membros, através da oração e do trabalho evangelizador; e, como consequência, a santificação do próximo.
As atividades apostólicas são variadas: visitas a hospitais, asilos e creches; evangelização nas casas e prédios, indo de porta em porta; recitação do Rosário em praça pública, reunindo os fiéis das redondezas; cursos de formação bíblica e litúrgica, etc.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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