Os desafios sociais e religiosos que a humanidade enfrenta em nossos tempos estimulam os fiéis a renovarem-se no fervor missionário.

O Congresso Eucarístico Internacional, a celebrar-se no México no próximo mês de outubro, mês missionário, será uma ocasião extraordinária para esta tomada conjunta de consciência missionária em torno da Mesa do Corpo e do Sangue de Cristo.

Ao redor de Cristo eucarístico, a Igreja cresce como povo, templo e família de Deus: una, santa, católica e apostólica. Ao mesmo tempo, compreende melhor o seu caráter de sacramento universal de salvação e de realidade visí­vel hierarquicamente estruturada.

Certamente, não se edifica nenhuma comunidade cristã, se ela não tiver por raiz e centro a celebração da Santíssima Eucaristia. 

Para viver da Eucaristia é preciso consumir tempo em adoração diante do Santíssimo Sacramento, experiência que eu mesmo faço todos os dias, tirando dai força, consolação e sustento. A Eucaristia, ressalta o Concílio Vaticano II, “é fonte e ápice de toda vida cristã, fonte e ápice de toda evangelização”. 

Poderia a Igreja realizar a própria vocação sem cultivar uma constante relação com a Eucaristia, sem nutrir-se deste alimento que santifica, sem fundamentar sobre este alicerce indispensável a sua ação missionária?

Para evangelizar o mundo, necessita-se de apóstolos “peritos” na celebração, adoração e contemplação da Eucaristia.