De uma leitora culta

Na casa de uma amiga tive o prazer de conhecer a revista Arautos do Evangelho. Até pedi para levar para casa, para ler todinha. Fiquei muito impressionada como vocês conseguem atrair tantos jovens. 

“Adorei” o artigo sobre o amor de Deus, pois diz coisas que a gente não ouve nos sermões. Parabéns ao autor. 

Permita-me só uma observação sobre um anacronismo na matéria da Guarda Suíça. Na época, o famoso obelisco não ficava na praça de São Pedro, mas no antigo Circo de Calígula, ao lado da velha Basílica Constantiniana, onde está hoje a sacristia da nova.

 

Maria Aparecida Bastos – por e-mail

De um jovem estudioso de História

Sou um jovem de 15 anos e leio a revista dos Arautos do Evangelho, da qual meus pais são assinantes. Sempre a leio com muito interesse, pois traz artigos muito bons.

Neste mês, gostei muito do artigo com a história da Guarda Suíça. Gostei tanto que aproveitei o artigo para fazer uma exposição na aula de História.

Ocorre que o professor disse que em 1527 ainda não estava o obelisco na Praça, e a Basílica não tinha ainda o Altar da Confissão, pois ainda estava em construção… Eu fiquei muito mal (e envergonhado diante dos meus companheiros, que riram de mim).

É verdade isso? Procurei na internet e achei uma informação muito confusa. Eu confio muito na Revista dos Arautos, dos quais, aliás, gosto muitíssimo. Grato.

 

Simão Mendes Piracicaba – SP

Responde o autor do artigo, Victor Toniolo

Obelisco: desde que chegou a Roma, proveniente do Egito, o dito obelisco esteve em dois lugares. Primeiro no Circo de Calígula, de onde foi mudado para o centro da Praça de São Pedro, em 30 de abril de 1586.

Sua posição no Circo de Calígula, onde se encontrava em 1527, corresponde à extrema lateral esquerda da Praça. Ora, esse lugar estava muito próximo da Porta Cavaleggeri, atrás da qual os suíços organizaram a resistência, e por isso se puseram junto ao obelisco.

Portanto, não é que o obelisco não estava na Praça: estava em outro lugar da Praça. Aliás, se estivesse no centro da Praça, de nada valeria formar um bloco de 147 homens no meio daquela imensidão.

Altar da Confissão: o primeiro altar fixo da Confissão é atribuído a São Gregório Magno, que morreu em 604. Com efeito, ao longo dos séculos, alguns Papas acrescentaram outros altares a esse primeiro, sobrepondo-os.

Em 1506 o Papa Júlio II lançou a primeira pedra da nova Basílica de São Pedro, e iniciaram-se as obras; elas duraram 120 anos, e não foram destruídos os antigos altares da Confissão, pois, como sempre, tratava-se de fazer um novo altar sobreposto aos anteriores.

Assim, em 1527 já existia um Altar da Confissão. Evidentemente não é o que vemos hoje, este foi feito anos depois. 

 

As informações são tiradas de duas fontes: La Basilica di S. Pietro (Noti zia rio Mensile della Fabbrica di S. Pietro) e Storia Insolita di Roma (Claudio Rendina).