Submersos numa crise familiar, moral e de outras índoles, que vai assolando o mundo, vemos cintilar de repente no horizonte um radioso clarão. Brilha ante nosso olhar uma mensagem: rezem o rosário e tenham confiança!
Por meio dessa oração, todos terão forças para se converter, aproximando-se da Mãe de Deus e, por meio d'Ela, de Nosso Senhor Jesus Cristo.
No rosário, a humanidade inteira encontrará consolo, alívio e fortaleza!
Assim poderia ser resumida a mensagem daquele 16 de outubro de 2002, fixado para sempre nos céus da História.
Nessa data, na qual festejava o início do vigésimo quinto ano de seu pontificado, quis o Papa João Paulo II apontar à humanidade a solução infalível para o caos e o alívio seguro para os sofrimentos de hoje.
Durante a audiência matutina, com palavras emocionadas proclamou o ano que vai daquela data até 16 de outubro de 2003 como o “Ano do Rosário”, e presenteou os fiéis com a Carta Apostólica a “Rosarium Virginis Mariæ” (O rosário da Virgem Maria), na qual louva e incentiva essa prática de piedade.
Como que a projetar um facho de luz sobre o obscurecido mundo contemporâneo, o Papa acrescentou mais cinco mistérios ao rosário, dando-lhes o nome de “luminosos”, destinados a abarcar os episódios da vida pública de Jesus.
Já São Luís Grignion de Montfort, o grande doutor marial do século XVII, via a necessidade de contemplá-los no rosário. Por isso, no seu famoso escrito “Rosário Meditado”, sugeria que eles fossem considerados no último dos mistérios gozosos.
Esse exemplo reforça ainda mais o caráter sapiencial da iniciativa do Santo Padre, ao colocar explícito aquilo que, no rosário, encontrava-se subentendido. Com isso ele nos ajuda a mais nos unirmos a Jesus, por meio de Maria.
No tocante aos Arautos do Evangelho, o ato do Papa reveste-se de extrema importância.
Com efeito, a recitação do rosário é, para eles, uma das principais devoções, não apenas como grande auxílio na espiritualidade pessoal, mas também como meio poderoso de multiplicar suas atividades de evangelização.
Razões a mais para, aqui, manifestando seu regozijo por esse inestimável dom, exprimir seu profundo agradecimento ao Pai de todos os cristãos.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
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