Na Sagrada Escritura a água é considerada como símbolo de purificação moral: Deus “lava” as culpas do pecador (cf. Sl 50, 4). Durante a última Ceia, Jesus lava os pés dos seus discípulos. Diante dos protestos de Pedro, Jesus responde: “Se Eu não tos lavar, não terás parte comigo” (Jo 13, 8).

Mas é no Batismo cristão que a água adquire seu pleno sentido espiritual de fonte de vida sobrenatural, como o mesmo Cristo proclama no Evangelho: “Quem não nascer da água e do Espírito Santo, não poderá entrar no Reino de Deus” (Jo 3, 5).

Feito nova criatura, o batizado pode e deve orientar as relações com o seu semelhante e com toda a criação, conforme a justiça, a caridade e a responsabilidade que Deus quis confiar à solicitude do homem (cf. Gn 2, 15).

Nascem daí, para cada indivíduo, específicas obrigações no que diz respeito à ecologia. O seu cumprimento supõe a abertura para uma perspectiva espiritual e ética que supere as atitudes e os estilos de vida egoístas, os quais acarretam o esgotamento das reservas naturais.

 

Mensagem por ocasião da Campanha da Fraternidade de 2004.