No momento em que a Liturgia renovada pelo último Concílio valorizou tanto a Liturgia da Palavra, seria um erro não ver na homilia um instrumento valioso e muito adaptado para a evangelização.

É preciso, naturalmente, conhecer suas exigências e tirar todo o fruto de suas possibilidades, a fim de que alcance toda a sua eficácia pastoral. E é, sobretudo, necessário estar-se compenetrado e dedicar-se a ela com amor.

Especial papel quando inserida na Missa

Esta pregação, especialmente quando inserida na Celebração Eucarística, da qual recebe força e vigor particulares, tem certamente um papel especial na evangelização, na medida em que ela exprime a fé profunda do ministro sagrado, e estiver impregnada de amor.

Os fiéis reunidos para formar uma Igreja pascal, a celebrar a festa do Senhor presente no meio deles, esperam muito desta pregação e dela poderão tirar fruto abundante.

Entretanto é preciso que ela seja simples, clara, direta, adaptada, profundamente aderente ao ensinamento evangélico e fiel ao Magistério da Igreja, animada por um ardor apostólico equilibrado que lhe advém do seu caráter próprio, cheia de esperança, nutriente para a fé e geradora de paz e de unidade.

Muitas comunidades paroquiais, ou de outro tipo, vivem e consolidam-se graças à homilia de cada domingo, quando ela tem as qualidades apontadas.

Mas também nas outras celebrações litúrgicas

Acrescentamos ainda que, graças à mesma renovação da Liturgia, a Celebração Eucarística não é o único momento apropriado para a homilia.

Esta tem o seu cabimento e não deve ser descurada na celebração de todos os sacramentos, como também no decorrer das paraliturgias, ou ainda por ocasião de certas assembleias de fiéis. Ela será sempre uma oportunidade privilegiada para comunicar a Palavra do Senhor.

 

Paulo VI, Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, 43. Subtítulos nossos.