Areias brancas, mar multicolorido, corais paradisíacos, sol edênico. Tal é o ambiente característico da ilha colombiana de Santo André, no Caribe.
Entretanto, não foi isso que os Arautos encontraram, lá chegando com a imagem peregrina do Imaculado Coração de Maria em meados de outubro, a convite do Bispo Dom Eulises Gonzáles Sánchez, para o encerramento do Ano da Eucaristia.
Uma pertinaz chuva era prenúncio da tempestade tropical Beta que ameaçava transformar-se em furacão.
Desejava Dom Eulises que a imagem de Nossa Senhora percorresse todas as paróquias da ilha. Sob a chuva, por caminhos transformados em lodaçal, foi possível visitar algumas paróquias.
Quando celebrava Missa no quartel da Polícia, chegou o aviso de que em poucas horas a tormenta atingiria a ilha. Uma escola e a catedral seriam os próximos locais a serem visitados, mas já tinham sido evacuados.
O governo colombiano declarou alerta máximo e toque de recolher, estando os ventos já a 125 km por hora.
As ruas ficaram desertas. A situação era de muita gravidade. Às 4 horas da manhã, o furacão estaria se dirigindo à ilha, devendo atingi-la em breve.
As recentes destruições produzidas pelo Katrina e pelo Wilma nos Estados Unidos, e pelo Stan na América Central estavam presentes em nossas mentes.
Porém, inesperadamente, às 10 horas, o furacão se desviou da rota, não passando mais pela ilha de Santo André.
Assim, a cerimônia de encerramento do Ano da Eucaristia pôde ser realizada no ginásio de esportes abarrotado de fiéis que foram agradecer a proteção divina.
“Foi a presença da imagem da Virgem que nos salvou do desastre”, afirmou na homilia Dom Eulises, sendo calorosamente aplaudido pelos fiéis.
Após a Adoração Eucarística, o Bispo e o Governador da ilha, Dr. Álvaro Archibold, coroaram a imagem peregrina do Imaculado Coração de Maria.
Esteve presente também o Dr. Andrés Uriel Gallego, Ministro dos Transportes da Colômbia.
Quando nos retirávamos, o povo reconhecia agradecido: “Foi a Virgem que nos salvou! Ela fez o milagre!” Pudemos experimentar nesse dia, com gratidão, o quanto Nossa Senhora é mãe e protetora.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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