“Todo aquele que recebe este menino em meu nome, a Mim recebe” (Lc 9, 48) ou “quem não receber o Reino de Deus como uma criancinha, nele não entrará” (Lc 18,16), advertiu Nosso Senhor, manifestando seu apreço pela inocência.

Dentre tantos bons frutos colhidos com o Apostolado do Oratório, tivemos em 2007 a confirmação dessas divinas palavras.

Tudo começou com a piedosa iniciativa da Irmã Solange, da Paróquia Nossa Senhora do Caminho, no Jardim Miriam, zona leste de São Paulo.

Preocupada com a perseverança dos alunos da catequese depois da Primeira Comunhão, ocorreu-lhe organizar grupos para a recitação do terço, fazendo peregrinar pelas casas das crianças um pequeno oratório do Imaculado Coração de Maria.

E a feliz ideia vingou. Os infantis apóstolos se entusiasmaram e decidiram, inclusive, visitar aqueles que haviam se afastado dos Sacramentos.

Resultado: em pouco tempo foram formados diversos grupos de meninos e meninas que rezam o terço, levando consigo os pais e avós. Toda a família é, assim, afervorada a partir dos filhos.

Pelas mãos dos dedicados apóstolos mirins, o pequeno oratório passou dos lares aos colégios, onde se organizaram alguns grupos de oração.

E a iniciativa espalhou-se: várias dezenas de pequenos oratórios peregrinam pelo Brasil afora, para a evangelização de crianças e adolescentes, produzindo belos frutos de apostolado.

Na Paróquia São Roque, de Salto (SP), por exemplo, orientadas por Da. Lídia Lubik, dez crianças se dispuseram a levar o pequeno oratório e rezar nas residências dos doentes o “terço missionário”.

A partir dele, formaram-se grupos de crianças para receberem o oratório em casa. Cada uma se compromete a rezar o terço e fazer meia hora de adoração ao Santíssimo Sacramento toda quinta-feira na igreja paroquial, além da meia hora de reflexão sobre o Evangelho.

A essas crianças bem se aplica o elogio do Papa Bento XVI aos pequenos membros da Pontifícia Obra da Infância Missionária, da Áustria:

Desejo dizer-vos que aprecio o vosso empenho na Infância Missionária. Vejo em vós pequenos colaboradores do serviço que o Papa realiza à Igreja e ao mundo: vós me dais apoio com a vossa oração e também com o vosso empenho de difundir o Evangelho.

Essas crianças são raios de luz e de fé, que iluminam nosso futuro e nos dão esperança de dias melhores, a caminho do Reino de Deus.

O exemplo dos inocentes