O primeiro milagre operado por Dom Bosco após sua morte foi em favor do jovem Luís Orione. De 1886 a 1889, ele foi aluno do Oratório de Valdocco, em Turim.

No dia da morte de Dom Bosco (1888), Orione era um dos alunos incumbidos de dirigir a longa fila de devotos que vinham rezar diante de sua urna funerária. Muitos fiéis queriam alguma lembrança do venerável sacerdote.

Como fazer para atender a tantos pedidos?

Apertado pelas circunstâncias, Orione, então com 16 anos, optou pela solução que lhe pareceu ser a mais simples e prática. Correu à despensa – da qual era o encarregado – para cortar pedaços de pão, tocá-los no Santo e dar aos fiéis como relíquia.

Mas nem sempre a juventude é tão calma quanto generosa… Na pressa em satisfazer a todos, Luís Orione, que era canhoto, cortou o dedo indicador direito! Dor física? Quase não a sentiu. Nenhuma outra preocupação lhe surgiu à mente, a não ser esta: sem esse dedo, não poderia realizar seu sonho de ser ordenado padre!

Para evitar-lhe tal desastre, precisava da intervenção de Dom Bosco. Correu, segurando o dedo pendente apenas de uma fina camada de pele e, cheio de fé, o tocou no corpo do Santo. No mesmo instante, o dedo ficou perfeitamente cicatrizado.

Ainda hoje, pode-se ver no corpo do Bem-Aventurado Orione a marca do corte rodeando por inteiro o indicador direito.