O fel Lhe dão por bebida sobre o madeiro sagrado.
Espinhos, cravos e a lança ferem seu corpo e seu lado.
No sangue e água que jorram, mar, terra e céu são lavados.
Ó Cruz fiel, sois a árvore mais nobre em meio às demais,
que selva alguma produz com flor e frutos iguais.
Ó lenho e cravos tão doces, um doce peso levais.
Árvore, inclina os teus ramos, abranda as fibras mais duras.
A quem te fez germinar minora tantas torturas.
Leito mais brando oferece ao Santo Rei das alturas.
Só tu, ó Cruz, mereceste suster o preço do mundo
e preparar para o náufrago um porto, em mar tão profundo.
Quis o Cordeiro imolado banhar-te em sangue fecundo.
Glória e poder à Trindade. Ao Pai e ao Filho louvor.
Honra ao Espírito Santo. Eterna glória ao Senhor,
que nos salvou pela graça e nos remiu pelo amor.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
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