A BBC de Londres noticia, em 31 de dezembro, que o Yala National Park, a maior reserva natural do Sri Lanka, foi devastado. Esta reserva abriga centenas de elefantes e muitos leopardos.
Ondas gigantescas inundaram uma área de três quilômetros do parque. Vários turistas se afogaram, mas, para surpresa das autoridades, não foi encontrado nenhum animal morto.
De outro lado, Ratnayake, diretor do Sri Lanka’s Wildlife Department, declarou à agência Reuters:
Não foi encontrado um só elefante morto. E nem sequer um coelho. Estes animais conseguem pressentir os desastres. Penso que eles têm um sexto sentido pelo qual são informados quando estas coisas estão prestes a acontecer.
Notícias como estas pipocaram na imprensa nos dias seguintes à catástrofe.
Mais surpreendentes, entretanto, são as informações fornecidas pela jornalista Bianca Benelli, no jornal italiano Il Gazzetino (Pádua), do qual transcrevemos, a seguir, alguns trechos.
Muitos sobreviventes do “Apocalipse” asiático agradecem aos elefantes, peixes e gansos, os primeiros a dar o alarme.
Em Phuket, na Tailândia, quase três horas antes de as “mega-ondas” chegarem à praia, numerosos elefantes empregados como atração turística começaram a se agitar e emitir sons parecidos com lamentações e gritos lancinantes, nunca ouvidos antes.
Eles “choravam”, disse Mane, um homem que cuidava dos elefantes. Antes havíamos conseguido acalmá-los, mas uma hora depois voltaram a “lamentar-se” sem parar. Estavam agitadíssimos, querendo afastar-se do mar.
Então compreendemos que alguma coisa estava acontecendo. Um elefante, muito estimado pelos turistas, aproximando-se de uns meninos que brincavam na praia, levantou vários deles com a tromba, colocou-os sobre si e afastou-se da praia correndo.
A turista inglesa Laura Barnette diz:
Eles corriam, e nós os seguimos, até um lugar elevado, onde se detiveram bruscamente, todos no mesmo ponto. Daí não quiseram avançar mais. Depois, quando as ondas vieram, a água chegou exatamente a 50 metros do local onde os elefantes pararam.
Nas águas de Padang, perto da Ilha de Sumatra, o capitão de um barco observou um cardume de peixes que “pareciam enlouquecidos, nadando em círculo a uma velocidade impressionante, antes de se dirigirem para o alto mar”.
O capitão Ma-Chu-Man entendeu o sinal de alarme e deu ordem para não se aproximar da costa, salvando a vida de mais de cem pessoas.
Nas ilhas Adaman, no Golfo de Bengala, toda uma tribo indígena salvou a vida graças ao alarme dos gansos, cabras e vacas que provocou uma fuga desesperada para a floresta.
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