Quando correu a notícia de que o Santo se dirigia à cidade de Sebaste, encheram-se de gente os caminhos, acorrendo até mesmo os pagãos para receber sua bênção e ser aliviado de seus males.
Uma pobre mulher aflita e desconsolada irrompeu como podia por entre a multidão, e cheia de confiança arrojou-se aos pés do Santo, apresentando-lhe um de seus filhos que agonizava devido a uma espinha que lhe atravessara a garganta e o asfixiava sem qualquer possibilidade de socorro humano.
Compadecido do lamentável estado do filho e do sofrimento da mãe, o piedoso Bispo levantou os olhos e as mãos ao céu, fazendo esta fervorosa prece:
Senhor meu, Pai de misericórdia e Deus de todo consolo, dignai-Vos ouvir a humilde prece de vosso servo e restituí a este menino a saúde, para que todo mundo reconheça que só Vós sois o Senhor da morte e da vida.
E já que sois o Deus soberano, misericordiosamente liberal para quem invoca vosso santo Nome, suplico-Vos humildemente que todos os que doravante recorrerem a mim para conseguir de Vós, pela intercessão deste vosso servo, a cura de semelhantes moléstias, sintam o efeito de sua confiança e sejam benignamente ouvidos e favoravelmente atendidos”.
Mal acabara o Santo sua oração, o menino expeliu a espinha e ficou de todo curado. Este fato é a origem da particular devoção dos fiéis a São Brás, no relativo aos males de garganta.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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