A Revista Arautos do Evangelho entrevistou em Roma o Pe. Fioravante Agostini, que demonstra sua grande admiração e devoção pelo santo Fundador da Família Orionita.
Arautos do Evangelho: Como o senhor definiria o carisma de Dom Orione?
Pe. Fioravante Agostini: Fundamentalmente, eu o exporia assim: As almas! Porque ele escolheu como lema da Congregação a frase de São Paulo: “Renovar tudo em Cristo”.
O que de fato importava a ele era levar, reconduzir as almas, na maior quantidade possível, à Cátedra de Pedro. Esta era sua preocupação, sua ansiedade. Gostava muito de dizer: “Em Pedro, está o doce Cristo na terra”, repetindo a famosa frase de Santa Catarina de Sena.
AE: Entre seus contemporâneos, Dom Orione era reconhecido como um santo, uma pessoa com uma missão especial?
PFA: No início, teve dificuldades, e não pequenas. Mas a partir de certo momento, em todas as camadas sociais, e também no ambiente clerical, começando pelo Papa São Pio X, era reconhecido como um homem eleito pela Providência, um Santo.
A propósito, recordo-me do terremoto em Messina, em 1908. São Pio X o enviou como Vigário Geral, com plenos poderes para dar assistência àquela cidade devastada.
Dom Orione sofreu calúnias de todos os setores e, inclusive, uma tentativa de envenenamento. As acusações chegaram ao Papa e este o mandou chamar. Quando o teve em sua presença, perguntou-lhe: “Dizem-me de ti tais e tais coisas. O que me respondes?”
Dom Orione limitou-se a dizer: “Santidade, aqui estou. Sou um pobre sacerdote, talvez tenha me equivocado, mas...”.
O Papa o interrompeu: “Ajoelha-te e reza o Credo”.
Ele obedeceu. Depois da oração, o Papa ajudou-o a levantar-se e lhe disse: “Volta e continua o teu trabalho”.
Sua fama de santidade acompanhava-o nos ambientes que freqüentava.
AE: Qual aspecto de Dom Orione toca mais profundamente sua alma?
PFA: Sua dedicação completa e total à Igreja. E seu misticismo. Era um homem muito místico. Assisti a muitas Missas dele. E ficava encantado a ponto de, vendo como ele celebrava, eu dizer para mim: “A Missa é o ponto central de minha vida”.
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