Comunidade missionária
Missão significa sair em busca daqueles que queremos evangelizar. Cada católico/a consciente e participante da sua comunidade ponha-se à disposição dessa missão. Cada um pode, até mesmo, fazer sua missão individual, pois a recebeu no batismo e na crisma.
O mesmo deve acontecer em Movimentos, Associações e Grupos, em especial aqueles que já nasceram com o carisma missionário e evangelizador.
Mas é bom que os Movimentos e outras formas de organização do laicato católico ponham-se em contato com a comunidade paroquial e diocesana para fazer sua missão em conjunto e de forma articulada com a Paróquia e a Diocese.
Nascida de uma vivência espiritual
Sem dúvida, é necessária uma formação fundamental sobre os conteúdos a serem transmitidos aos que queremos visitar e a metodologia da visitação.
Não basta, porém, metodologia. O próprio visitador deve aderir pessoalmente a estes conteúdos e vivenciá-los sempre de novo em renovados encontros pessoais com Jesus Cristo. Seria muito eficaz que, antes do envio dos missionários/as, estes pudessem fazer um fervoroso retiro espiritual.
Os missionários devem ser capazes de mostrar todo seu amor e solidariedade para com as famílias, ser capazes de consolá-las, ler-lhes um trecho do Evangelho para anunciar lhes então Jesus Cristo, morto e ressuscitado.
Devem também rezar com a família, dizer às pessoas da família que Deus as ama, que Maria Santíssima, Mãe de Jesus e nossa mãe, as ama, que a Igreja Católica as ama e que gostaria de acolhê-las e auxiliá las nas suas necessidades.
Os missionários irão então fazer as visitas.
Recolhendo os frutos
Com certeza, aos poucos vão aparecer os frutos da missão. Pessoas e famílias afastadas, que foram visitadas, vão querer voltar a participar da nossa comunidade católica. Então, será necessário desenvolver atividades de acolhida dos que voltam. Não devemos simplesmente orientar essas pessoas a ir à igreja aos domingos.
Talvez seja importante acolhê-las primeiro num sábado à tarde, com um programa especial, no salão paroquial, para elas ficarem mais à vontade no primeiro instante da volta e depois orientá-las para freqüentar a Missa dominical e demais sacramentos e participar das atividades da comunidade, na medida do possível.
Importante também seria poder integrá-las num grupo de apoio, sem exigir demais no começo, pois deverão poder caminhar num ritmo próprio de (re)iniciantes.
Todo este processo deve ser desenvolvido e acompanhado pelo pároco e pela comunidade paroquial numa missão permanente, porque missão nunca se encerra, missão faz parte essencial e contínua da vida da Igreja.
Para dar suporte a toda essa atividade, será útil que a Diocese ou a Paróquia, Movimento, Associação, produzam subsídios impressos que possam ser usados tanto na formação dos missionários/as como nas visitas.
Sabe-se que também dá bom resultado deixar algo com a família visitada, que lhe recorde a visita, como, por exemplo, textos bíblicos, textos de catequese, estampas ou imagens religiosas, rosários, crucifixos, medalhas.
Assumir a missão de Jesus Cristo não é um peso, mas uma alegria e um privilégio. Já os 72 discípulos, que Jesus enviou em missão, voltaram felizes, contando a Ele tudo o que havia acontecido na missão.
Deus recompensará ao cêntuplo o esforço que nos custar a missão.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
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