Nascido em Trento, em 1774, vestiu o hábito da Ordem em 1793, professando no ano seguinte. Estudou Filosofia e Teologia em Roma, Bolonha e Trento e, durante a invasão napoleônica dos Estados Pontifícios, sofreu a proscrição das Ordens Religiosas.

Durante seis anos, foi obrigado a morar fora de seu convento, afastado de seus irmãos de vocação.

Restaurada a monarquia papal, em 1814, e reaberta a possibilidade da vida religiosa, o Beato Stefano Bellesini partiu definitivamente de sua cidade natal e reingressou na Ordem Agostiniana, em 1817.

Seus superiores destinaram-no à função de mestre de noviços, primeiramente no Convento de Santo Agostinho, em Roma, e depois em Città della Pieve.

Afervoramento na vida religiosa

Em 1826, um surto de maior observância e afervoramento na vida religiosa se propagou pelas fileiras da Ordem Agostiniana, e a vida comum foi restaurada em alguns conventos.

O Pe. Bellesini pediu logo para ser admitido nesse novo grau de perfeição, transferindo-se para o convento de Genazzano, o primeiro em que foi restabelecida a vida comum dos eremitas de Santo Agostinho.

Em 1831, foi nomeado pároco do Santuário de Santa Maria do Bom Conselho.

Em Genazzano, celebrava sempre a Missa no altar de Mater Boni Consilii e estimulava em todos os fiéis a devoção a Ela.

Aos que viajavam ou viviam longe, distribuía estampas, dava azeite da lamparina do altar e, enfim, tudo quanto pudesse recordar a santa imagem.

Queria que todos fossem consagrados

Conduzia e consagrava à Virgem todas as crianças que batizava e queria que todos os paroquianos fossem consagrados à Madonna do Bom Conselho.

Era devotíssimo da Rainha dos Corações e recitava diariamente, entre outras práticas de piedade, o Rosário com a ladainha de Nossa Senhora.

Retido no leito pela enfermidade que o levaria à morte, o prior do convento tentou poupar-lhe a fadiga das orações, mas ele respondeu: “Como quereis que compareça ante o tribunal de Deus sem ter antes recitado a coroinha de Nossa Senhora e o Rosário com sua ladainha?”

Obedientíssimo

Obedientíssimo em vida – e até depois da morte –, pediu permissão a seu superior para comparecer ao Juízo de Deus no dia da purificação de Maria.

O prior do convento não quis consentir que ele falecesse durante as cerimônias litúrgicas daquele dia, porque, devido à bênção das velas e à grande afluência de público, sua morte ocasionaria inevitavelmente transtornos nas solenidades.

O Bem-Aventurado Stefano submeteu-se de bom grado, dizendo: “Terminada a função de Nossa Senhora, começará a minha”.

No dia da Purificação de Nossa Senhora, entregou sua alma a Deus

Ao fim das Vésperas, os fiéis entoaram na igreja o último verso do derradeiro cântico: “Maria do Bom Conselho, abençoai-nos assim como vosso Filho”. Com isso, as cerimônias foram concluídas.

E, efetivamente, às 16h do dia da Purificação de Nossa Senhora, Stefano entregava sua bela alma a Deus, em sua cela. Era 2 de fevereiro de 1840.

Durante o processo de beatificação, seu cadáver foi exumado para exame, na presença do Cardeal Pedecini e de numerosos membros do clero. O corpo estava íntegro, incorrupto e flexível, estado em que, segundo o relato, se conserva até hoje.

O corpo se encolhe à vista de todos

Transladaram-no para um novo ataúde que, infelizmente, fora mal calculado e era demasiado pequeno. O Cardeal, então, ordenou: “Pe. Bellesini, tão obediente como fostes em vida, não poderíeis agora acomodar-vos neste estreito caixão?”

À vista de todos os presentes, o corpo se encolheu o suficiente para caber na urna.

Esse impressionante milagre nos apresenta um exímio seguidor da Rainha dos Céus, d’Aquela que, obediente durante toda a sua vida, com o fiat, trouxe o Salvador ao mundo.