No dia 10 de março de 2026, às 10h30, o pátio da Base do Exército em Salinas, Equador, transformou-se em um altar a céu aberto. O Grupo de Artillería 5 “Atahualpa” protagonizou um momento de rara beleza, onde a força da farda encontrou a suavidade da oração na celebração presidida pelo P. David Auqui, OFM.

A Milícia Celeste e o Exército de Homens 

Não é por acaso que a devoção a Maria encontra solo fértil entre aqueles que dedicam a vida à defesa da ordem e da pátria. Na tradição católica, Maria é venerada como a "Chefe das Milícias Celestes". Ao caminhar ao lado da imagem da Virgem, os militares do Grupo Atahualpa não apenas cumprem um rito, mas reconhecem uma hierarquia superior de amor e justiça. 

A imagem de Maria, conduzida com reverência pelos soldados, simboliza a busca pela paz que transcende qualquer conflito terreno.

A Liturgia no Pátio de Treinamento 

Com a presença de aproximadamente 80 militares, a missa foi marcada por uma atmosfera de silêncio contemplativo em meio à rotina de treinamentos. O Pe. David Auqui, em sua homilia, destacou a importância da fé para sustentar a resiliência e a retidão moral dos soldados. 

Para estes homens, a oração não é apenas um refúgio, mas uma estratégia de vida — um fortalecimento espiritual que os prepara para os desafios diários da caserna, lembrando-os sempre de que, acima de qualquer comando humano, há um guia divino que zela pelo bem comum.

O Valor da Comunhão 

Eventos como este em Salinas provam que a vocação militar, quando unida à espiritualidade, torna-se uma força de coesão social. 

Ao verem seus comandantes e soldados ajoelhados, em um gesto de humildade diante do Sagrado, a comunidade é lembrada de que o dever é uma forma de serviço. É o que esses militares fazem ao unir a realidade dura do treinamento com a sublimidade da prece, refletindo a presença da fé no rígido cerne do cotidiano militar.

Crédito Fotos: Ivo Criollo

Fé e Dever: A Devoção Mariana nas fileiras do Exército Equatoriano