Roma (Quinta-feira, 23-02-2012, Gaudium Press) No dia 18 de fevereiro passado, ocorreu um encontro cultural e espiritual organizado pelas Comunicações Sociais do Vicariato de Roma, com o apoio do Pontifício Conselho da Cultura. Essa foi uma oportunidade para celebrar a memória litúrgica do Beato Angélico, patrono dos artistas, e refletir sobre a Arte como instrumento privilegiado para a nova evangelização.
|
Segundo Monsenhor Verdon a relação entre |
Num diálogo com a agência Zenit, Monsenhor Verdon manifestou que a relação entre a fé e a arte é "a relação fundamental", posto que, em sua tentativa de revelar no visível as realidades de um Deus invisível, se converte em uma dimensão muito profunda. É para o cônego uma "analogia direta com aquele que de Verbo expressivo se converteu em Verbo encarnado e visível".
Esta identificação do trabalho do artista sacro com a missão de Cristo como revelação do Pai é atualmente mais difícil: "O artista, igual a todos nós, vive em uma sociedade secularizada, alimentado ocasionalmente e de maneira inadequada de conteúdos religiosos", admite Monsenhor Verdon. É então missão da Igreja ajudar-lhe a compreender o significado de sua vocação.
Como modelo desta vocação especial, o Beato João Paulo II propôs o Beato Frá Angélico, dominicano do século XV e autor de numerosas obras mestras da arte sacra.
"Frá Angélico foi um artista que se identificava profundamente com o tema que pintava", assinalou o prelado. "Não iniciava sua tarefa de pintar sem ter antes rezado. Inclusive aos poucos, quando representava uma cena da paixão de Cristo chegava ao ponto de comover-se até banhar seu rosto em lágrimas".
Monsenhor Timothy Verdon, sacerdote, doutor em História da Arte e reconhecido professor, é responsável, segundo seus próprios cálculos, por 80% das obras de arte da cidade de Florença.
A maioria delas é conservada nos muitos templos da cidade e são de responsabilidade da Igreja. Com muitas das obras restantes --correspondentes a coleções privadas e museus-- também se sente comprometido: "Sou uma das pessoas que deve explicar seu significado em seu contexto eclesiástico original".
Por este motivo, é diretor do escritório diocesano para a catequese através da arte. "A maioria desta arte foi concebida originalmente para ensinar a fé", acrescenta.
Diante dessa nova situação da arte em um mundo que se distancia de Deus, Monsenhor Verdon afirma com esperança: "A arte será sempre um meio para descobrir a grandeza de Deus aos seres humanos, pelo fato de que o talento artístico vem d'Ele. Inclusive os artistas não crentes, em alguma maneira reconhecem não serem criadores de seus próprios talentos, mas havê-los recebido como um presente d'Ele".
Com informações da Agência Zenit e The Florentine.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas