Belém - Pará (Terça-feira, 16-08-2016, Gaudium Press) Na abertura do XVII Congresso Eucarístico Nacional, realizada na noite desta segunda-feira, 15, no Estádio do Mangueirão, em Belém do Pará, houve uma Santa Missa presidida pelo Legado Pontifício, Dom Cláudio Hummes.

O Arcebispo Emérito de São Paulo foi nomeado pelo Papa Francisco para representá-lo no evento.
Em sua homilia, Dom Cláudio destacou a cidade-sede do Congresso, Belém, apaixonada por Nossa Senhora de Nazaré, que por sua vez, é venerada a cada ano com o Sírio de Nazaré, festividade litúrgica que chega a reunir cerca de 2 milhões de pessoas.
O Cardeal também ressaltou a celebração pelo jubileu dos 400 anos da fundação da cidade e os 400 anos de evangelização da Amazônia. "Sintamo-nos, portanto, acolhidos pela Arquidiocese de Belém e por todos os bispos da Amazônia missionária. Aqui o Congresso foi preparado com grande zelo", disse.
Ao lembrar as palavras do Papa Francisco que o nomeou para o encontro, Dom Hummes afirmou que o Santo Padre manda uma grande bênção e um abraço a toda população paraense. "Ele sempre lembra com muito carinho os missionários que labutam nesta região, mas também os antigos missionários que em situações mais difíceis evangelizaram a população".
Em seguida, o purpurado pediu que o Congresso seja um vigoroso impulso para a uma evangelização missionária. "Este é o fruto que o Papa espera", declarou.
Prosseguindo com sua homilia, o Legado Pontifício observou que "a Eucaristia é o ápice da evangelização porque toda missão e atividade da Igreja deve conduzir à Eucaristia. Ela também é fonte de toda evangelização porque desta mesa nos levantamos e partimos para a missão".
"Isso nos faz entender logo o que esse Congresso pode e quer significar para missão na Amazônia. Aqui também a Eucaristia constrói a Igreja e a envia de novo em missão. Daí a importância da Igreja no Brasil ter escolhido a Amazônia como sede deste Congresso. Demonstra que a Amazônia é o nosso maior desafio missionário", completou.
Por fim, Dom Cláudio destacou que todos conhecemos o significado amplo da palavra de Jesus, quando referida à partilha do pão material e espiritual. "Assim como os discípulos reconheceram Jesus ao partir do pão, também os povos da Amazônia reconhecerão Jesus se repartirmos com eles o pão material e o espiritual", concluiu. (LMI)
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