
Cardeal Fernando Filoni, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos
Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 10-05-2012, Gaudium Press) O prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni, foi o responsável pelo pronunciamento de abertura da Assembleia Geral Anual das Pontifícias Obras Missionárias, realizada na última segunda-feira, 07, na Casa de Exercícios Espirituais dos Salesianos, em Roma.
Entre o assuntos destacados pelo purpurado estiveram o Ano da Fé, o Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização, o 50º aniversário de abertura do Concílio Vaticano II e o trabalho a favor da Igreja na China.
De início, Cardeal Filoni afirmou que "a evangelização não é obra de navegadores solitários, mas acompanha o caminho do povo de Deus". Neste sentido, segundo ele, o Ano da Fé deve inaugurar uma nova época da atividade evangelizadora através da reapropriação da fé e do autêntico testemunho da vida.
O purpurado destacou que a indiferença de muitos batizados para com Deus e a urgência de abrir essa nova era foram os motivos que impulsionaram o Papa Bento XVI a convocar o próximo Sínodo dos Bispos com a temática da nova evangelização. Conforme o purpurado, tal evento é muito importante para a igreja porque "o cuidado pastoral ordinário, a nova evangelização e a evangelização ad gentes são parte de um ministério eclesial interconexo e interdependente".
No que tange ao 50º aniversário de abertura do Concílio Vaticano II, que será comemorado junto com a abertura do Ano da Fé, no dia 11 de outubro, Cardeal Filoni declarou que esta data deve se apresentar como uma oportunidade "para que se geleia os documentos conciliares e encontre-se orientação segura para a missão evangelizadora".
Já a respeito do trabalho desenvolvido pela Igreja Católica na China, o prefeito da Congregação para Evangelização dos Povos afirmou que se atravessa "um momento positivo para a evangelização, mas também crítico para as relações, que se tornaram problemáticas com nomeações de bispos". Cardeal Filoni referiu-se à questão envolvendo a Igreja ligada ao Governo e que nomeia bispos sem autorização do Vaticano.
Concluindo seu discurso, Cardeal Filoni declarou que o empenho da Igreja na nova evangelização deve ser o de fazer "aqueles que permanecem confusos" ouvir sua mensagem mediante os modernos meios de comunicação. Segundo o purpurado, a Congregação tem buscado "esclarecer essa situação e sair da ambiguidade que até hoje não tem ajudado a Igreja na China". (BD/JS)
Com informações da Rádio Vaticano.
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