A saraivada de notícias que, nas últimas semanas, tenta macular a Igreja Católica, tomando por motivo abusos de crianças cometidos por parte de sacerdotes católicos, atinge um clímax inacreditável.
Decididos a não deixar morrer a fogueira que acenderam, vários órgãos de comunicação social têm se dedicado a investigar o passado, à procura de novas alegações que envolvam o Vigário de Cristo na Terra, o Papa Bento XVI, no que, aliás, têm falhado rotundamente.
Assim começa o opúsculo A Igreja é imaculada e indefectível, de autoria do Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, fundador dos Arautos do Evangelho.
Com efeito – baseado em numerosos e renomados autores e fontes –, ele analisa a campanha publicitária levada a cabo por ocasião dos abusos a menores cometidos por alguns membros do clero.
Ao indagar as profundas causas destes abusos, Monsenhor João Clá reflete a respeito da cultura circundante e, rapidamente, convoca o leitor a fazer uma revisão do que era o mundo antes da chegada do cristianismo:
Naquele ambiente pagão, a situação da mulher era terrível. Em geral, quase sem direitos, […]
A família greco-romana era totalitária sob certos aspectos. Assim, o Direito Romano, dava um poder ditatorial ao “pater familias”.
O pai tinha direito de rejeitar seu filho recém-nascido, ou vendê-lo como escravo.
Também podia condenar à pena de morte sua esposa, um filho, uma filha, ou qualquer outro morador de sua casa, executando-se sem demora a sentença; as autoridades do Estado não interferiam […]
A escravidão era uma instituição tão corrente no mundo antigo que os escravos costumavam constituir a maioria da população,
afirma o monsenhor.
A praga da pedofilia no mundo pagão
No mesmo sentido, Mons. João Clá recorda que a pedofilia era um vício bastante extenso nesta época:
Aquilo que a imprensa de hoje denomina de pedofilia era largamente praticado no mundo antigo, ao amparo da lei, por influência das religiões pagãs.
Na Grécia, ocorria como prática legal a corrupção sexual de meninos, mais propriamente chamada de pederastia. Todo homem adulto que não fosse escravo tinha o direito de praticá-la.
Pois foi neste mundo e neste contexto que irrompeu o cristianismo:
A mensagem de Jesus Cristo veio desequilibrar o carcomido mundo antigo.
[Essa mensagem] censurava a libertinagem e a crueldade, e exaltava a liberdade para praticar o bem, a castidade, a virgindade, a inocência, a fidelidade conjugal, o amor aos inimigos, a caridade, a abnegação, a bondade para com os mais fracos, a dignidade de todos os seres humanos, criados à imagem e semelhança de Deus,
expressa Monsenhor João Clá.
Entretanto, e diante dos progressos que o cristianismo realizava no mundo antigo,
o paganismo necessitou, pois, lançar mão de outra arma, para tentar reverter o jogo: a difamação e a calúnia.
Como observam os Apologistas cristãos daqueles primeiros séculos, os pagãos passaram a acusar os cristãos exatamente dos delitos que o paganismo cometia.
Uma das acusações era justamente a pedofilia.
Por que acusar somente a Igreja?
Entretanto, a Igreja terminou vencendo a oposição do mundo pagão e inspirou com profundidade uma civilização que alcançou seu apogeu nos séculos XII e XIII.
Não obstante, de tanto em tanto a Igreja é vítima de novas investidas:
Um dos procedimentos preferidos continua a ser o de acusar a Igreja precisamente dos delitos que o próprio mundo não se envergonha de cometer.
Quais são os maiores destruidores da inocência infantil hoje em dia?
Quem promove uma pornografia irrefreável, que não respeita nem idade, nem dignidade, e que incita a todo tipo de crime sexual?
Quais os que, de todos os modos, pressionam as escolas para iniciarem as crianças em práticas imorais?
Quem impulsiona as mudanças das leis de maneira a abolir a influência cristã e a substituí-la pela do velho paganismo?,
se pergunta Mons. João Clá.
É sabido que a maior parte dos crimes de pederastia é cometida dentro da própria casa, por parentes ou conhecidos das mães das vítimas.
Curiosamente, nunca se viu algum adversário da Igreja pedir um estudo sério sobre a relação entre a desagregação da família, causa principal da existência de milhões de padrastos, e os crimes de pedofilia,
expressa Mons. João Clá.
Apenas de passagem, note-se que a massa dos pedófilos é constituída por homens casados.
Também é de notar que todas as religiões têm membros seus envolvidos em casos de pedofilia, e algumas em proporções gigantescas.
Por que, então, levantar uma campanha internacional somente contra a Igreja Católica?
As acusações feitas hoje contra a Igreja partem, pois, dos próprios valores que ela mesma estabeleceu no mundo, com o que os próprios contraditores assim manifestam a santidade da Igreja.
Contudo, os ataques não se limitam aos sacerdotes corruptos, mas buscam implicar o conjunto da instituição eclesiástica, com o que se demonstra realmente haver uma campanha de descrédito em curso:
Médicos, professores, enfermeiros e outros profissionais aparecem em alto número entre os perpetradores de crimes de pedofilia, mas quem vai chegar ao absurdo de acusar todos os membros dessas categorias e a denegrir uma classe inteira pelos crimes de uma minoria?
questiona Mons. João Clá.
“De cada perseguição, a Igreja sai fortalecida” declara finalmente o monsenhor. Essa confiança na imperturbabilidade da Igreja descansa em uma convicção de origem divina:
Para destacar a perenidade da Igreja Católica Apostólica Romana, Santo Agostinho nos deixou esta sábia reflexão: “A Igreja vacilará, se vacilar seu fundamento. Mas pode Cristo vacilar? Visto que Cristo não vacila, a Igreja permanecerá intacta até o fim dos tempos”.
Caso deseja conhecer o documento na íntegra, pode acessá-lo pelo link:
http://www.arautos.org/desagravo/pdf/pt/documento.pdf
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
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