São Paulo (Segunda-feira, 10-04-2017, Gaudium Press) Desde o Domingo de Ramos e da Paixão, celebrado pela Igreja Católica em todo o mundo, neste ano, em 9 de abril, iniciou-se a Semana Santa.

Este é o período quando se celebra a "semana maior" que recorda liturgicamente os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
No domingo de Ramos recorda-se a entrada de Jesus em Jerusalém para celebrar a Páscoa. Repete-se um rito que o povo da antiga aliança costumava realizar na chamada "festa das tendas", quando eles portavam ramos durante as comemorações para significar a esperança na vinda do Messias.
A celebração do Domingo de Ramos, na nova aliança, também se ergue ramos e canta-se hosanas para significar que o Messias tão esperado e desejado está no meio de nós.
Neste dia a Igreja recorda que o mesmo Jesus que foi aclamado na entrada de Jerusalém será levado aos tribunais, condenado, crucificado e morto, passando por humilhações e tormentos que tinham em vista a Redenção, a salvação da humanidade, a vitória sobre o pecado e a morte.
Semana Santa
Os momentos centrais da Semana Santa começam na quinta-feira, já durante o chamado Tríduo Pascal que compreende, além da Quinta-feira Santa, a Sexta-feira Santa e o Sábado Santo.
Os outros dias da Semana Santa também são ocasiões para se acompanhar a Paixão do Senhor. E a Arquidiocese de São Paulo, através do folheto "Povo de Deus em São Paulo", sugere atitudes e posturas compatíveis para bem acompanhar as narrativas dos acontecimentos que antecedem a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor:
Segunda-feira Santa - A sugestão é para ser recordado o gesto da mulher que unge os pés de Jesus e seca-os com seus cabelos: uma prefigura da unção que seria realizada no Corpo do Senhor antes de ele ser depositado no santo sepulcro.
Terça-feira - Um dia em que Jesus, com grande tristeza, anuncia sua morte e também a traição a ser perpetrada por um dos 12 mais chegados a Ele.
Quarta-feira - A sugestão é para que se recorde o dia em que Judas decide trair Jesus: ele vai vender Jesus por trinta moedas. Este foi o valor que ele estabeleceu para entregar aquele que em tudo era infinito, até em seu valor...
Tríduo Pascal
No centro das comemorações da Semana Santa está o Tríduo Pascal que conduz os fiéis das tristezas e dores destes dias até as alegrias e glorias do Domingo da Ressurreição.
As sugestões são para que os fiéis permaneçam dentro do âmbito que as comemorações e os acontecimentos de cada dia despertam nas almas:
Quinta-feira Santa - É o dia em que se comemora a instituição do ministério sacerdotal, a instituição da Eucaristia.
Pela parte da tarde a Igreja se reúne para abrir solenemente o Tríduo Pascal, com a celebração das Ceia do Senhor, memorial do sacrifício de Cristo na Cruz. É a ocasião em que se recorda o gesto de Jesus de lavar os pés dos discípulos indicando-lhes o mandamento do amor.
A Igreja permanece em vigília de oração. Após a ceia daquele dia em que Jesus celebrou com seus discípulos, Jesus foi traído e entregue aos que o iriam condená-lo.
Sexta-feira Santa - As recomendações são de que o povo de Deus faça jejum e abstinência de carne. A Igreja toda permanece em um profundo silêncio orante. As cogitações se voltam todas para a paixão pela qual passa o Senhor, por amor a cada um dos homens, para a salvação da humanidade e em obediência ao Pai.
Dentro deste silêncio, inicia-se a celebração da Paixão e Morte do Senhor. Medita-se sobre o relato da Paixão e haverá a adoração do Santo Madeiro da Cruz. Da qual pendeu a nossa salvação...
Sábado Santo - Neste dia "alitúrgico" a Igreja debruça-se, no silêncio e na meditação, sobre o sepulcro do Senhor e recomenda essa atitude a seus fiéis. É no Sábado Santo que se realiza a Vigília Pascal que é considerada "mãe de todas as celebrações" da Igreja, quando já se evoca a Ressurreição de Cristo.
Caminhando dentro da liturgia da Semana Santa seguindo as recomendações e conselhos da Igreja, chega-se à liturgia da Vigília Pascal: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a série de leituras sobre a História da Salvação; a renovação das promessas do Batismo, por fim, a liturgia Eucarística jubilosa, honrando o Cordeiro Pascal que venceu a morte, o demônio e o pedado.
Domingo de Páscoa - Para os católicos será o grande dia e a mais importante celebração da Fé: "Este é o dia que o Senhor fez para nós". A sugestão é de cantar assim com o salmista para que desse modo seja proclamado que a Páscoa de Cristo se faz viva em cada um, em cada família, em toda a Igreja e em toda a criação. (JSG)
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