Frederico Westphalen - Rio Grande do Sul (Sexta-Feira, 28/11/2014, Gaudium Press) Dom Antônio Carlos Rossi Keller, Bispo da Diocese de Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul, escreveu um artigo intitulado "O Senhor virá". No texto, o Prelado afirma que celebrar o Natal não é apenas fazer uma comemoração festiva, recordar um acontecimento agradável, mas torná-lo presente e real, pela Liturgia, de tal modo que possamos participar nele, como se vivêssemos nesse tempo.
De acordo com o Bispo, logo depois da queda dos nossos primeiros pais, perante a sua miséria extrema, Deus prometeu um Redentor. Ele explica que, Deus, com sabedoria infinita, foi preparando as condições ideais para vinda do Filho de Deus ao mundo e expansão da Sua mensagem.
Para Dom Antônio, quando Jesus nasceu, havia as seguintes condições reunidas: uma unidade de governo que facilitava viajar com relativa segurança por todo o mundo de então, para levar a Boa Nova; uma linguagem comum, em que quem falasse o grego comercial ou o latim era facilmente entendido; os hebreus - um pequeno resto - tinham deixado de sonhar com um Messias que fosse exclusivamente para eles; os judeus estavam espalhados pelo mundo - por causa do comércio ou mesmo por sucessivas deportações - e tinham levado a todo o mundo a esperança na vinda do redentor; as pessoas estavam cansadas e desiludidas com as paixões, com os falsos deuses e a escravatura clamava por uma Mensagem que ensinasse a todas as pessoas que somos irmão.
Por tudo isso, segundo o Prelado, existia uma grande expectativa pouco antes de Jesus vir ao mundo. Ele salienta que a própria viagem dos reis magos é uma demonstração disso mesmo. Dom Antônio então faz um questionamento: E nós? Queremos a sério que Jesus tome conta da nossa vida e que modifique o nosso comportamento? Ou parece-nos que não temos necessidade de mudar?
"Lancemos um olhar sobre nós. A primeira Leitura deste domingo nos ajuda a isto: 'Porque nos deixais, Senhor, desviar dos vossos caminhos e endurecer o nosso coração, para que não Vos tema?' (Isaias, 63, 16b-17; 19b; 64, 2b-7). Aos poucos, as pessoas vão-se desiludindo da capacidade dos homens para construir um mundo melhor", enfatiza o Bispo.
Por fim, ele ressalta que este mundo novo tem de ser construído por cada um de nós, de mãos dadas com o Senhor, pela conversão pessoal, pois o nosso Deus quer associar-nos à Sua vitória sobre o mal, com um pouco de esforço que façamos.
"A melhor preparação para o natal é reconhecer que, de fato, temos muitas infidelidades e precisamos mudar, com a ajuda de Deus", conclui. (FB)
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