Porto Alegre (Terça-Feira, 10/07/2012, Gaudium Press) A humanidade não se divide, primariamente, em indivíduos, mas em famílias. É assim que Dom Dadeus Grings, arcebispo de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, inicia um de seus mais recentes artigos, intitulado "As divisões da humanidade". Para ele, o indivíduo humano, por mais real que possa parecer, não é senão uma abstração.
| Dom Dadeus Grings, Arcebipos de Porto Alegre |
Ainda em relação à cultura, Dom Dadeus enfatiza que ela elabora as características do homem e da mulher, de modo a não deixar dúvidas, destacando-as pelo vestuário, pelo perfume, pelo corte de cabelo, pelo sapato, pelas atividades domésticas, entre outras coisas. "A distinção masculino-feminina, infelizmente começa a ser questionada: Chegará o dia em que não se distinguirá mais o gênero? Será isto vantagem para a humanidade? Ficará toda ela homogeneizada?"
No entanto, Dom Dadeus acrescenta que não é certamente esta a tendência natural e, muito menos, o plano do Criador, e por isso não é por aí que a pessoa se realiza. Para ele, homem e mulher são relações complementares, criando uma sociedade extremamente diferenciada, rica e multirrelacional: de esposo e esposa; de pai e filha; de mãe e filho; de irmãos e irmãs, de avós e netas; de primos e primas... "Eliminar esta riqueza seria o fim da humanidade", avalia o prelado.
No que diz respeito ao plano ético, o Arcebispo afirma que se costuma dividir os seres humanos em bons e maus, englobando-se os comportamentos. Segundo ele, quem pratica o mal se chama malfeitor e o que faz o bem é benfeitor, e como ninguém é totalmente bom nem totalmente mau, cada um tem algo de um e de outro. "Portanto jamais, aqui na terra, se conseguirá acabar com os maus nem se alcançará uma unanimidade em torno do bem." (FB / DA)
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas